
O Ministério da Pesca e Aquicultura oficializou nesta semana, por meio da Portaria nº 478 publicada no Diário Oficial da União, a criação do Comitê da Pesca Amadora e Esportiva. O órgão será vinculado ao Conselho Nacional de Aquicultura e Pesca (Conape) e tem como objetivo incentivar o desenvolvimento sustentável do setor, ampliar a prática com inclusão social e respeitar povos e territórios tradicionais.
Segundo a Confederação Brasileira de Pesca Esportiva (CBPE) e o Sebrae, o segmento movimenta mais de R$ 1 bilhão por ano e gera cerca de 200 mil empregos diretos e indiretos. “A criação do Comitê surgiu da necessidade de organizar e fortalecer um setor com grande potencial, ainda pouco explorado no Brasil”, afirmou Adriana Toledo, secretária-executiva do Conape.
O colegiado será presidido por Régis Portari, secretário-executivo da CBPE, que destaca a força da atividade: cerca de sete milhões de brasileiros praticam pesca de lazer ou competição, com mais de mil campeonatos realizados por ano. “É um setor grande, desenvolvido e com possibilidade de crescimento”, disse Portari, que também defende a profissionalização da pesca esportiva como ferramenta de geração de renda e atração de eventos.
A primeira reunião está marcada para a próxima semana em Brasília. A Portaria nº 352, também publicada no DOU, definiu a composição do Comitê, que terá representantes dos ministérios da Pesca e Aquicultura, Esporte, Turismo, Meio Ambiente e Mudança do Clima, além de entidades ambientais e pesqueiras.
Para Hellen Pontieri, diretora de Promoção da Igualdade da CBPE, a criação do espaço fortalece o debate sobre os desafios do setor. Ela destaca ainda a crescente presença feminina, citando o evento “Anzol Rosa”, que reuniu mais de 600 pescadoras em 2024 e se consolidou como o maior da América Latina.
A pesca amadora e esportiva é definida pela Lei nº 11.959/2009 como atividade não comercial, baseada na prática do “pesque e solte”. Em 2024, foram emitidos mais de 330 mil registros de pescadores esportivos, com São Paulo e Minas Gerais liderando as licenças.
Com 8,5 mil km de litoral e 35 mil km de vias navegáveis internas, o Brasil tem regiões de destaque como a Amazônia e o Pantanal. No Amazonas, por exemplo, o turismo de pesca movimenta R$ 200 milhões por temporada.
O engenheiro Zenizir Rodrigues, praticante da pesca esportiva, ressalta a importância da técnica e da devolução dos peixes ao habitat natural. “A pesca esportiva tem que ser profissional. E como a gente faz isso? Regulamentando rios, espécies, sem esquecer do pescador comercial”, afirmou.
Economia Fim do 6x1: Lula propõe negociação entre patrões, empregados e governo
Economia Aposta do CE acerta dezenas da Mega e leva prêmio de R$ 158 milhões
Negócios Tecnogera lança vertical de locação de compressores sem óleo
Negócios Investimentos em energia solar superam R$ 32,9 bi em 2025
IPTU IPTU em Teresina é suspenso para ajuste
Negócios DOOH avança no Brasil e impulsiona mídia indoor
Negócios Mercado imobiliário encerra 2025 com recordes
Economia Clima extremo amplia demanda por monitoramento preciso Negócios Fevereiro Roxo reforça conscientização sobre doenças crônicas Campanha chama atenção para diagnóstico precoce, adesão ao tratamento e direitos de pacientes com Alzheimer, fibromialgia e lúpus. Mín. 22° Máx. 29°