
Com quase meio século de história, a Vila do Ancião, localizada em Teresina, tornou-se referência em acolhimento de pessoas idosas em situação de vulnerabilidade social no Piauí. O espaço, mantido pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (Sasc), completou 47 anos em agosto e segue cumprindo sua missão de oferecer moradia, alimentação, cuidados com a saúde e promoção do bem-estar.
A Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI) tem passado por diversas reformas e melhorias estruturais, sempre com o objetivo de garantir mais conforto, proteção e segurança às pessoas acolhidas. Nos últimos anos, a instituição ganhou uma nova aparência, mais bonita e organizada, e segue em obras para ampliar a capacidade de atendimento.
Atualmente, estão em andamento a reforma da área de enfermagem, que será ampliada para acolher mais profissionais, e a reestruturação da área administrativa, para oferecer melhores condições de trabalho à equipe e, consequentemente, melhorar o atendimento aos idosos.

Além da moradia, os idosos acolhidos têm acesso a uma rede de cuidados que contempla saúde, apoio social e atividades de convivência. Hoje, 40 idosos vivem na Vila do Ancião, todos a partir de 60 anos, recebendo atenção integral de uma equipe multidisciplinar.
A coordenadora da Vila do Ancião, Venância Alves, exaltou o trabalho da instituição ao longo de quase cinco décadas, destacando o compromisso de cuidado permanente e afetuoso com cada idoso. “Hoje, a Vila tem um corpo de profissionais empenhados. Nós que trabalhamos aqui fazemos isso com amor. Nossos idosos se sentem felizes, bem acolhidos e cuidados, recebendo atenção durante todo o dia. Eu, particularmente, me sinto realizada e agradecida ao Governo do Estado e à Sasc pela oportunidade de desenvolver esse trabalho na Vila do Ancião. É uma missão que nos enche de gratidão, porque o que fazemos aqui é, acima de tudo, dar amor”, destacou a coordenadora.

A equipe profissional da Vila do Ancião reúne cuidadores e especialistas como médicos, psicólogos, psiquiatras, dentistas, fisioterapeutas, assistentes sociais, fonoaudiólogos, nutricionistas, terapeutas, enfermeiros e técnicos de enfermagem. Ao todo, cerca de 120 profissionais atuam no local em regime de plantão, garantindo atendimento contínuo em funcionamento 24 horas por dia.
Maria Elizabeth (64), uma das residentes, contou como é a experiência de viver na Vila do Ancião. “Eu gosto muito daqui. Sou muito bem tratada por todos os profissionais, especialmente pelas psicólogas. A convivência com os outros idosos é ótima. Somos unidos e amigos. Também participo de todas as atividades que a casa promove. Não perco nada”, afirmou.

Josenildo Gonzaga (73) também ressaltou a boa convivência com colegas e profissionais. “Estar aqui é uma experiência muito boa. Sempre fui bem tratado e tenho uma ótima relação com todos”, disse.

Quem pode ser acolhido
A Vila do Ancião recebe idosos que não possuem vínculo familiar, não têm condições de se manter sozinhos ou foram vítimas de maus-tratos e abandono. A institucionalização, no entanto, é sempre o último recurso, adotado apenas após a constatação de que não é possível manter o vínculo familiar.
O processo de acolhimento passa por uma série de etapas. O primeiro contato ocorre nos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), onde a situação é analisada e encaminhada aos órgãos competentes, como o Ministério Público. A partir daí, o caso chega à Sasc, por meio da Central de Acolhimento, que realiza vistorias e visitas para confirmar a necessidade da medida e verificar toda a documentação.
Somente após esse filtro, com parecer social concluído e autorização dos órgãos competentes, é que o idoso é encaminhado à Vila do Ancião. Esse processo garante que a institucionalização seja feita de forma responsável, resguardando direitos e priorizando o cuidado adequado a cada pessoa.
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