
O município de Balsas lidera o número de acidentes envolvendo animais peçonhentos no Maranhão no primeiro semestre de 2026. De acordo com o levantamento da Secretaria de Estado da Saúde (SES), a cidade registrou 90 notificações entre janeiro e junho deste ano.
O monitoramento aponta que o problema atinge diferentes regiões do estado, com destaque para municípios do leste maranhense e da região central.
Atrás de Balsas, outras cidades maranhenses apresentam números expressivos e acendem o alerta para as equipes de saúde pública. Veja o ranking dos municípios com mais registros no primeiro semestre:
Balsas: 90 casos
Coelho Neto: 72 casos
Buriti: 71 casos
Grajaú: 70 casos
Caxias: 58 casos
Timon: 41 casos
Coroatá: 28 casos
Barra do Corda: 27 casos
Lagoa do Mato e São Luís: 24 casos (cada)
Para conter os impactos e garantir a assistência adequada às vítimas, a SES mantém ações permanentes de vigilância epidemiológica. O órgão presta suporte técnico aos municípios, capacita profissionais de saúde para o manejo clínico dos pacientes e monitora rigorosamente o estoque e a distribuição de soros antivenenos nas unidades de referência do estado.
Tratamento gratuito: Quando há indicação médica, o soro antiescorpiônico ou antiaracnídico é fornecido de forma totalmente gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O socorro imediato é crucial, especialmente para grupos de maior risco, como crianças, idosos e pessoas com comorbidades.
Além do suporte médico, o poder público reforça a importância das medidas preventivas para evitar o contato com animais como escorpiões, aranhas e cobras. As principais orientações são:
Limpeza constante: Manter quintais, jardins e terrenos limpos, evitando o acúmulo de lixo, entulho, folhas secas e materiais de construção (locais preferidos para abrigo desses animais).
Barreiras físicas: Vedar frestas em portas, ralos, paredes e janelas.
Inspeção diária: Sacudir roupas, calçados, toalhas e lençóis antes de usá-los, principalmente se estiverem guardados há algum tempo ou próximos ao chão.
Em caso de acidente, a vítima deve ser encaminhada imediatamente à unidade de saúde mais próxima.
A Secretaria de Saúde faz um alerta rigoroso: procedimentos caseiros não devem ser realizados. Práticas como cortar o local da ferida, furar, queimar ou aplicar substâncias caseiras sobre a picada podem agravar a lesão, provocar infecções secundárias e atrasar o início do tratamento soroterápico correto.
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