
A Secretaria de Estado das Mulheres (Sempi) e a Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) realizaram uma roda de conversa na Penitenciária Feminina de Teresina nesta segunda-feira (15), abordando a violência contra a mulher. Cerca de 30 mulheres do sistema prisional participaram do diálogo, que tratou dos diferentes tipos de violência sofridos pelas mulheres.
A assessora governamental, Nayara Costa, relata como foi a atividade. “Durante a roda de conversa, discutimos os diferentes tipos de violência sofridos pelas mulheres. As participantes também compartilharam suas experiências pessoais com situações de violência ou seus conhecimentos sobre o tema”, explicou Nayara.

Além disso, a coordenadora da Rede de Atendimento às Mulheres Vítimas de Violência, Jahyra Sousa, discutiu a Lei Maria da Penha, os relacionamentos abusivos e o empoderamento feminino. Na ocasião, as participantes também aprenderam sobre o protocolo “Ei, mermã, não se cale”, que atende vítimas de violência doméstica pelo 0800 000 1673. “Nós abordamos a definição dos tipos de violência estabelecidos pela Lei Maria da Penha e discutimos situações de empoderamento feminino, incluindo como reconhecer um relacionamento abusivo, indo além das definições legais,” explicou Jahyra.
“É de suma importância falar sobre mulher e sobre as violências, até mesmo para trazer mais conscientização e diminuir os casos”, explicou a psicóloga da unidade prisional feminina, Bianca Oliveira. Ela reiterou a necessidade de fornecer informações às mulheres sob pena, especialmente sobre seus direitos e as leis que as protegem.

A coordenadora do Laboratório Elas Vivas da Sempi, Maria Clara Silveira, observou que quase um terço das internas são mulheres trans e travestis. Ela revela que a maioria das internas, segundo a equipe psicossocial e as próprias mulheres, se envolveu em atividades criminosas para acompanhar seus parceiros, que já estavam envolvidos no crime, ou para assumir a responsabilidade por atos cometidos por eles. “De todas as internas da penitenciária, menos de 10% recebem visita íntima com alguma regularidade, ou seja, a grande maioria são abandonadas pelos companheiros quando entram”, contou a coordenadora.
A roda de conversa foi uma oportunidade para conscientizar sobre a violência contra a mulher e proporcionar apoio e orientação às internas da Penitenciária Feminina de Teresina.
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