
Em 2024, os deputados federais foram “obrigados” a trabalhar em apenas 67 dias ao longo do ano — o equivalente a uma média de 1,5 dia por semana —, considerando exclusivamente os dias com sessões deliberativas que exigiam participação presencial para evitar desconto de salário. A crítica, no entanto, emerge quando se observa a flexibilidade gerada pelo formato remoto ou híbrido. Embora permitido em parte, isso enfraquece o vínculo com o plenário e limita o diálogo direto entre parlamentares.
Segundo o Índice Legisla, que avalia a produtividade com dados da própria Câmara, 68% dos deputados apresentam desempenho considerado “ruim” ou “razoável” nos primeiros 500 dias de mandato. Apenas 8,6% foram classificados como “ótimos”. Em particular, o desempenho em fiscalização do Executivo foi alarmante, com nota média de apenas 1,9 (em escala de zero a 10)
O custo médio anual de um deputado federal chega a R$ 3,283 milhões — valor que equivale à renda de 133 trabalhadores brasileiros, de acordo com dados do IBGE. Ao todo, a manutenção dos 513 deputados representa um gasto estimado de R$ 1,68 bilhão por ano


Esta convergência de fatores — baixa presença física, desempenho legislativo insatisfatório e altíssimo custo — gera questionamentos sobre a eficiência da atuação parlamentar e a representatividade oferecida à sociedade. Com recursos públicos tão elevados, espera-se maior presença, transparência e resultados.
O primeiro semestre de 2025 trouxe à tona dados que reforçam críticas sobre a ocupação dos deputados no plenário — e seu impacto direto sobre a eficiência legislativa e os gastos públicos.
Recentemente, o Senado aprovou a inclusão de 18 novos deputados federais a partir de 2027. Estimativas apontam que apenas o impacto salarial anual dessa expansão será de cerca de R$ 10 milhões, podendo ultrapassar os R$ 90 milhões ao somar todas as despesas associadas às verbas parlamentares
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