
A Operação Capital Oculto, deflagrada pelas polícias Civil e Militar do Piauí dentro do Pacto pela Ordem, atingiu em cheio a estrutura de um grupo criminoso ligado à facção Bonde dos 40. A ação resultou na prisão de 15 pessoas, apreensão de mais de 30 veículos e bloqueio de bens que somam R$ 53,4 milhões. O grupo, segundo a polícia, movimentou aproximadamente R$ 120 milhões com tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e fraudes.
Um dos alvos é Deivison José dos Santos Lima, conhecido como “Deivison Estourado”. Ele havia sido preso em 2024 por participar de um racha com carros de luxo na BR-343, entre Teresina e Campo Maior, em 2018. O episódio causou a morte de duas pessoas e ganhou notoriedade pela imprudência dos envolvidos e pela violência do impacto. Agora, ele é investigado como operador financeiro da facção, acusado de movimentar grandes somas por meio de empresas de fachada.
As investigações revelam que empresas do setor automotivo e de outros ramos serviam de fachada para legalizar o dinheiro ilícito. “Foram expedidos mandados de prisão para 28 pessoas físicas e mandados de interdição para 9 empresas”, explicou o delegado Samuel Silveira. Entre os presos, estão empresários proprietários de revendedoras de carros, que utilizavam as lojas para disfarçar a origem dos recursos oriundos do tráfico.
O esquema também tem conexões políticas. O suposto líder da organização é Alandilson Cardoso Passos, companheiro da vereadora Tatiana Medeiros. Preso desde dezembro de 2024 em Belo Horizonte, Alandilson é apontado como peça-chave do grupo. Durante a operação, duas ex-companheiras dele também foram presas: Carla Bianca, conhecida como “Bibi do Pó”, e Poliana Bezerra.
As autoridades afirmam que, embora preso, Alandilson continua influente. “Não temos indícios de que ele comande o tráfico de dentro da cadeia, mas a facção segue operando com base em sua estrutura”, destacou o delegado.
Uma das empresas ligadas ao grupo foi registrada para atuar no comércio de veículos, mas no endereço indicado funcionava uma clínica odontológica. Outra operava no passado como academia. Isso reforça a tese de que os negócios eram utilizados apenas como instrumento de lavagem de dinheiro.
Outro nome envolvido na operação é o do empresário Eliésio Marinho, que já havia sido preso por feminicídio e é acusado de forjar o suicídio da própria esposa. Ele também é investigado por fraudes bancárias e usava uma concessionária de veículos de luxo para ocultar recursos ilícitos.
“É uma estrutura criminosa bem montada, com ramificações em diferentes segmentos e conexões entre crimes violentos, lavagem de dinheiro e fraudes financeiras. Essa operação é um passo decisivo para quebrar essa cadeia”, concluiu o delegado Edivan Botelho, do Denarc.
A polícia segue com as diligências e busca outros cinco suspeitos que estão foragidos. A expectativa é que mais veículos e imóveis ainda sejam apreendidos nas próximas fases da operação.
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