
Um débito previdenciário da Prefeitura de Imperatriz, no valor de R$ 503,6 milhões, levou a Polícia Federal (PF) a abrir um inquérito para apurar uma possível apropriação indébita previdenciária. A investigação foi instaurada em 21 de maio de 2026, após uma representação da Receita Federal.
O prefeito Rildo Amaral e um secretário municipal citado no documento deverão ser ouvidos como investigados. A apuração tramita no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) por causa do foro do prefeito.
A apropriação indébita previdenciária pode ocorrer quando contribuições recolhidas dos trabalhadores deixam de ser repassadas à Previdência Social.
O caso começou a ser investigado após uma fiscalização da Receita Federal nas contas da Prefeitura de Imperatriz, que identificou um débito de R$ 503.668.255,31, formalizado em julho de 2025. As informações foram encaminhadas para apuração criminal.
Segundo a portaria da Polícia Federal, até a abertura do inquérito não havia registro de pagamento ou parcelamento do valor. A Polícia Federal também determinou que a Receita atualize os dados sobre a dívida e informe se houve cobrança judicial ou acordo de parcelamento.
O delegado responsável pelo caso pediu ao TRF-1 mais 120 dias para dar continuidade às investigações.
O prefeito de Imperatriz, Rildo Amaral, e o secretário municipal responsável pelas áreas de Administração e Finanças deverão ser ouvidos durante a investigação.
O que diz a prefeitura
Em nota, a Procuradoria-Geral do Município (PGM) afirmou que a dívida é referente a 2024, antes de Rildo Amaral assumir a Prefeitura de Imperatriz, em janeiro de 2025.
Segundo o órgão, a atual gestão foi notificada sobre o débito em outubro de 2025 e adotou medidas para responsabilizar a administração anterior.
A PGM declarou ainda que a possível irregularidade investigada não pode ser atribuída à atual administração. A prefeitura informou que instaurou uma tomada de contas especial no Tribunal de Contas para apurar o caso.
O município também apresentou uma representação criminal ao Ministério Público Federal (MPF) e ajuizou uma ação por improbidade administrativa na Justiça Federal para apurar o destino dos recursos.
O que dizem os ex-prefeitos
O ex-prefeito Assis Ramos afirmou que não é citado nas investigações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal.
Segundo ele, durante os dois mandatos à frente da Prefeitura de Imperatriz, o município negociou o parcelamento de dívidas previdenciárias acumuladas em administrações anteriores.
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