
A Superintendência de Operações Integradas (SOI) da Secretaria de Segurança Pública do Piauí confirmou o recebimento de novas denúncias e boletins de ocorrência contra a empresa DF Group. A informação foi revelada pelo delegado Matheus Zanatta, após a deflagração de uma megaoperação integrada que investiga o grupo por estelionato qualificado por fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
O esquema, liderado pelo CEO Douglas Fonseca, é suspeito de aplicar golpes financeiros na modalidade de pirâmide ou falso investimento. A DF Group atraía clientes prometendo rendimentos fictícios de 10% ao mês. No entanto, as investigações apontam que os pagamentos não eram realizados e que a empresa não possuía autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para realizar operações de trade ou atuar no mercado financeiro.
De acordo com o Relatório de Inteligência Financeira (RIF) obtido pela Polícia Civil, a empresa movimentou aproximadamente R$ 100 milhões em um período de apenas dois anos. O montante era sustentado pela captação contínua de novos clientes, atraídos pela ostentação de Douglas Fonseca nas redes sociais, onde exibia carros importados — incluindo uma Porsche avaliada em R$ 500 mil —, relógios de luxo e viagens internacionais.
A ação policial, que uniu as forças da Polícia Civil e da Polícia Militar, precisou ser antecipada após o setor de inteligência detectar que o CEO da DF Group havia cortado o contato com os investidores, levantando suspeitas de uma possível fuga.
Ao todo, 11 pessoas foram detidas: dez foram presas no dia da operação e um dos investigados, identificado como Lucas Coutinho, apresentou-se voluntariamente às autoridades dias depois. Outro suspeito, Tharsio Moura Soares de Gusmão, segue foragido. Todos os detidos passaram por audiência de custódia e tiveram as prisões mantidas pelo Poder Judiciário.
Além dos mandados de prisão, a Justiça determinou a suspensão imediata de todas as atividades financeiras da DF Trade, a exclusão das redes sociais da empresa e de todos os investigados, além da apreensão de bens e de duas armas de fogo. O foco agora é o rastreamento e bloqueio de ativos financeiros para tentar ressarcir o prejuízo das vítimas.
O delegado Matheus Zanatta reforçou o pedido para que outras vítimas procurem o Estado para registrar o caso, o que deve subsidiar o desdobramento de novas fases da operação. Os registros podem ser feitos por dois canais:
Via WhatsApp: Pelo número de atendimento 0800 086 0190.
Presencialmente: Na Superintendência de Defesa do Consumidor, localizada na sede da Secretaria de Segurança Pública do Piauí.
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