
A Prefeitura de Teresina, por meio da Fundação Municipal de Saúde (FMS), iniciou a implantação experimental de um sistema eletrônico de controle de frequência para os servidores da rede municipal de saúde. A medida foi oficializada pela Portaria nº 269/2026, publicada nesta semana no Diário Oficial do Município.
O projeto piloto prevê o registro da jornada de trabalho por meio de tecnologias como biometria facial, biometria digital e aplicativo móvel. Segundo a FMS, o objetivo é modernizar o controle de presença dos servidores, além de ampliar a transparência, a segurança e a eficiência no acompanhamento das cargas horárias dos profissionais.
Nesta fase inicial, o novo sistema será testado em quatro unidades da fundação: a Diretoria de Recursos Humanos (DRH), o Hospital da Primavera, a Coordenadoria Regional de Saúde Norte e a Unidade Básica de Saúde (UBS) Real Copagre.
Durante o período experimental, os servidores dessas unidades deverão registrar diariamente os horários de entrada, saída e intervalos, conforme a jornada correspondente ao vínculo funcional. Em caso de falhas técnicas ou impossibilidade de registro, a orientação é comunicar imediatamente o problema à chefia imediata e ao setor responsável pelo acompanhamento do sistema.
Conforme a portaria, os dados coletados servirão para avaliar a eficácia da ferramenta, sua estabilidade tecnológica e a adaptação do sistema à rotina administrativa e assistencial da rede pública de saúde.
O monitoramento da implantação ficará sob responsabilidade da Diretoria de Recursos Humanos, em conjunto com a Gerência de Controle e Risco da FMS. Os setores também serão encarregados de orientar as unidades participantes e garantir o funcionamento adequado da plataforma. As regras operacionais, incluindo procedimentos de registro e orientações aos servidores, serão detalhadas em um manual que será elaborado pela Diretoria de Recursos Humanos. A portaria entrou em vigor na data de sua publicação.
Além da implantação do ponto eletrônico, a FMS publicou nesta semana duas licitações que somam R$ 17,4 milhões para fortalecer o funcionamento da rede municipal de saúde. Os certames foram divulgados em meio a reclamações de usuários sobre falta de medicamentos, desabastecimento de insumos e problemas estruturais em Unidades Básicas de Saúde (UBSs).
A principal licitação, com valor estimado de R$ 10,8 milhões por ano, prevê o registro de preços para aquisição de medicamentos destinados às unidades de atenção básica e especializada da fundação.
Já a segunda licitação, estimada em R$ 6,6 milhões anuais, trata da contratação de empresa especializada para coleta, tratamento e destinação final de resíduos dos serviços de saúde, além do fornecimento de contêineres, bombonas e refrigeradores para as unidades da rede municipal.
Segundo a FMS, as duas contratações têm como objetivo garantir o abastecimento das unidades e o gerenciamento adequado dos resíduos hospitalares, considerados serviços essenciais para o funcionamento da rede. As licitações fazem parte da estratégia da fundação para enfrentar dificuldades operacionais e financeiras que vêm impactando o atendimento na saúde pública da capital.
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