
O desabamento de um muro na tarde desta sexta-feira, 26, assustou moradores do bairro Messejana, em Fortaleza. Apesar dos danos materiais provocados, não há registro de feridos. A estrutura que desmoronou delimitava um terreno vizinho a um condomínio residencial na Rua Madre Ana Couto, nas proximidades de um shopping da região.
De acordo com o relato de um morador que pediu para não ser identificado, o colapso aconteceu por volta das 15 horas. "Ouvimos um grande estrondo e, ao abrir a janela, vimos que tudo tinha desabado", relatou uma das testemunhas, que descreveu o momento como de "muito susto". O desabamento do muro foi detalhado pelos moradores do condomínio atingido como um evento repentino, marcado por um "barulho muito alto, muito alto" acompanhado de "muita poeira" invadindo os apartamentos.
O terreno, segundo a vizinhança, é de propriedade de uma empresa, mas está em situação de abandono. O desmoronamento gerou uma grande quantidade de escombros, afetando diretamente a área comum do condomínio vizinho. Segundo o relato de uma moradora que reside no local há um ano e meio, a preocupação inicial foi com o bem-estar dos familiares e vizinhos, já que a mãe, uma "senhora de idade", estava perto da varanda pouco antes do muro ceder. A moradora detalha que a queda ocorreu por volta das "duas e quinze, mais ou menos, da tarde" e que, apesar de um tijolo ter caído no pé de uma vizinha, ela ressaltou estar aliviada que "graças a Deus, não teve vítimas" graves.
O impacto estrutural afetou os pavimentos inferiores do prédio, tanto no térreo, quanto no primeiro andar. Moradores estimaram que "mais ou menos oito dos 24 (apartamentos) foram danificados". O levantamento inicial dos moradores apontou que "foram sete ar-condicionados danificados", além de vigas que invadiram as janelas de alguns apartamentos.
A moradora Vânia Deli Feijó Gondim, residente há 15 anos no local, foi uma das mais afetadas. Ela soube do ocorrido por meio de vizinhos por volta das 15 horas, enquanto estava na academia. Ao relatar o cenário de destruição em seu apartamento térreo, ela descreveu:
"Os meus dois ar-condicionados caíram, as janelas do meu quarto, a janela do quarto de hóspedes e o terraço, as telas, tudo".
O terreno vizinho, que antes abrigou uma metalúrgica, apresentava "rachaduras bem pontuais", descreve Vânia. Depois que foi desocupado, "roubaram tudo" do espaço que se tornou um ponto vulnerável a assaltos. Na tentativa de conter essas invasões, foi realizada uma obra na divisória. "Eles (proprietários do terreno) botaram a viga em cima do muro em vez de fazer até o chão", o que os moradores acreditam ter sobrecarregado a estrutura.
O Corpo de Bombeiros Militar do Ceará (CBMCE) confirmou a ausência de feridos após a avaliação da área. Em nota, a corporação informou que, "em razão do colapso da estrutura, foram identificados riscos decorrentes da exposição de elementos metálicos e da instabilidade da área afetada". A guarnição foi acionada por volta das 14h30min, determinou o isolamento preventivo do perímetro e orientou os envolvidos a acionarem a Defesa Civil de Fortaleza, que é o órgão "responsável pela inspeção estrutural e pelas providências cabíveis quanto à segurança da edificação". Conforme a corporação, o atendimento foi encerrado após o repasse das medidas de segurança aos responsáveis pelo local.
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