
A Direção Nacional do partido Democracia Cristã (DC) instaurou um procedimento disciplinar que deve culminar na expulsão sumária do ex-ministro Aldo Rebelo. Recém-filiado à legenda, Rebelo vinha se posicionando publicamente como o pré-candidato oficial do partido à Presidência da República.
No entanto, a relação com a cúpula partidária ruiu de forma definitiva após a Executiva Nacional decidir substituí-lo pelo ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, para encabeçar a chapa majoritária.
A mudança abrupta nos planos da sigla foi motivada pelo baixo desempenho que Aldo Rebelo vinha apresentando nas pesquisas de intenção de voto, o que gerou preocupação entre os caciques partidários sobre a viabilidade da campanha.
Em nota oficial divulgada à imprensa, o DC repudiou veementemente os ataques proferidos por Rebelo contra a Executiva e o presidente nacional da sigla, João Caldas. O partido afirmou que buscou resolver o impasse interno de forma harmoniosa, mas as tentativas foram frustradas diante da intransigência do ex-ministro, cujas atitudes foram classificadas como incompatíveis com as diretrizes e os valores democratas-cristãos.
Rebelo, por sua vez, reagiu de forma incisiva à troca e subiu o tom das acusações públicas. Ele classificou a articulação em torno de Joaquim Barbosa como uma manobra "clandestina" e alegou ter sido boicotado e privado de apoio político essencial por parte da própria legenda. O ex-ministro também sugeriu que a escolha de Barbosa estaria ligada a uma suposta tentativa de blindagem jurídica do presidente do DC em investigações que envolvem o Banco Master.
Diante do cenário de ruptura, Aldo Rebelo prometeu acionar a Justiça Eleitoral para contestar a validade da convenção partidária, enquanto o partido acelera os trâmites para consolidar sua desfiliação.
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