
De acordo com Bruna Machado, Coffee Trader, em publicação no LinkedIn, o mercado de café em 2024 foi marcado por desafios intensos, desde questões climáticas até problemas logísticos e financeiros. Enquanto muitos armazéns começam a encerrar as atividades para as férias coletivas, o setor reflete sobre um ano turbulento, com aprendizados importantes.
Entre os principais obstáculos, a qualidade do café ficou abaixo das expectativas devido a condições climáticas adversas e outros fatores, elevando os prêmios por cafés mais finos. A logística também foi crítica, com recordes de exportação e mais de 1,5 milhões de sacas de café retidas nos portos, agravadas pela falta de contêineres e atrasos no embarque.
“Que o ano foi mega desafiador não precisamos nem discutir. Não faltaram obstáculos em 2024. Desde a colheita e o plantio até os desafios de rendimento, qualidade da bebida, brocas, cafés com qualidades inferiores, grinders com problema de OTA e os milhares de problemas logísticos. Tudo que poderia aconteceu, de tudo um pouco”, comenta.
Além disso, os preços do café atingiram níveis históricos, os mais altos desde 1977, impactando toda a cadeia produtiva e gerando dificuldades financeiras para exportadores, traders, importadores e torradores. Para completar, a implementação do EUDR (Regulamento de Deforestação da União Europeia) trouxe incertezas sobre rastreabilidade e aumento de custos na cadeia produtiva.
Apesar dos desafios, Bruna reforça a importância de seguir em frente com sabedoria e zelo, desejando ao setor um próximo ano mais estável. Para ela, o aprendizado é constante, e cada dificuldade é uma oportunidade de evolução. Afinal, o mercado de café continua imprevisível, mas resiliente.
“O que eu posso desejar é que, para o próximo ano, nós possamos conseguir respirar com um pouco mais de tranquilidade e com um mercado mais estável. Mas como disse, tudo é imprevisível. Portanto, o que desejo é que todos tenham sabedoria e zelo”, conclui.
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