
Os preços do café no Brasil e no exterior dispararam na última semana, impulsionados por uma combinação de fatores. Conforme o relatório de pesquisa de safra da StoneX, a produção de arábica no Brasil pode sofrer uma redução superior a 10% na safra 2025/26, devido aos impactos climáticos. Além disso, as incertezas geradas pelo novo regulamento europeu EUDR (Regulamento de Diligência Devida da União Europeia) adicionaram pressão ao mercado, intensificando as preocupações com a oferta futura.
No cenário internacional, o contrato mais ativo em Nova Iorque registrou alta de 3020 pontos (11,9%), fechando a semana a US¢ 283,30 por libra-peso. Em Londres, os preços também subiram 9,1%, alcançando USD 4773 por tonelada. Esses movimentos foram acompanhados de perto pelo mercado brasileiro, que viu os preços renovarem máximas históricas, favorecidos pelo dólar valorizado e pelo avanço nas cotações externas.
No Brasil, o indicador Cepea para o arábica até o dia 14 de novembro apontou uma alta de 10,2%, com o preço atingindo R$ 1.755,95 por saca. Já o robusta registrou valorização de 6,6%, alcançando R$ 1.588,70 por saca. Esses números refletem tanto o impacto das dinâmicas globais quanto a firmeza da demanda doméstica, que tem sustentado os preços elevados.
O cenário reafirma a relevância do Brasil no mercado global de café, mas também sinaliza desafios para o futuro. Entre eles, estão os efeitos do clima na produtividade e a adaptação às novas exigências regulatórias, que podem influenciar o comércio internacional nos próximos anos.
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