
O Maranhão recebeu na tarde de sexta-feira (9) a Relatora Especial da ONU, Sra. Ashwini K.P. (Índia), que veio ao Brasil em missão oficial para pesquisar sobre formas contemporâneas de racismo, discriminação racial, xenofobia e intolerância conexa. A reunião foi realizada no Centro de Iniciação do Trabalho (CIT), que fica no território do Quilombo Liberdade, localizado na Praça Negro Cosme e contou com apresentação do Tambor de Crioula Maracrioula.
A relatora foi recebida pela secretária de estado dos Direitos Humanos e Participação Popular (Sedihpop), Lília Raquel de Negreiros, que na oportunidade representou o governador Carlos Brandão. O encontro reuniu mais de 15 órgãos do Governo do Maranhão, entre eles secretarias de estado da Igualdade Racial, Segurança Pública, Educação, Saúde, Meio Ambiente e Recursos Naturais, Agricultura Familiar, Desenvolvimento Social, Trabalho e Economia Solidária, Juventude, Monitoramento das Ações de Governo, Fundação da Criança e do Adolescentes e da Escola de Governo do Maranhão.
“Para nós é uma satisfação receber a comitiva da ONU que é uma organização mundial de referência quando se trata de direitos humanos e também por ser uma parceria que contribui muito com nosso trabalho e com exemplo de atuação no fortalecimento de políticas de promoção de direitos. Hoje, o objetivo da reunião foi apresentar as principais iniciativas do Governo do Maranhão no combate ao racismo e na garantia de direitos dos povos e comunidades tradicionais, quilombolas, população negra urbana, migrantes e refugiados. E é muito simbólico fazermos essa reunião no território do Quilombo Liberdade, que é o maior quilombo urbano da América Latina.”, explicou Lília Raquel de Negreiros, secretária de estado da Sedihpop.
Durante a reunião, os secretários de governo e gestores puderam apresentar ações e projetos executados. A relatora também tirou dúvidas, em especial sobre políticas das áreas de direitos humanos, educação, saúde, assistência social e segurança.
“O Maranhão é a minha terceira parada no Brasil. Já estive em Brasília e Salvador. Nós escolhemos o Maranhão especificamente pela diversidade da sua composição, contendo povos tradicionais, povos originários, ciganos, migrantes e isso nos dá diferentes possibilidades de informações e de formas contemporâneas de racismo e xenofobia. Estamos muito felizes de estar aqui e de ter esse momento de escuta.”, ressaltou Ashwini K.P., a relatora especial da ONU.
Após reunião com o Governo do Estado, a relatora seguiu para reunião com representantes da sociedade civil e no sábado também teve mais um momento de escuta com órgão do sistema de justiça e convidados. A comitiva da ONU ainda visitará mais cidades brasileiras nas regiões Sudeste e Sul.
Ao final da missão, será divulgado um breve relatório com dados iniciais sobre a situação do racismo do Brasil. O relatório completo com recomendações ao Estado Brasileiro será apresentado ao Conselho de Direitos Humanos da ONU em Genebra, em 2025.
Piauí “Estamos vivendo o melhor momento das rodovias do Piauí”, diz Rafael Fonteles sobre investimentos na infraestrutura
Governo Polícia Militar apreende meia tonelada de cocaína em Caxias
Piauí Piauí lidera na emissão da nova Carteira de Identidade Nacional e já tem 58% da população com o documento; veja como tirar Mín. 23° Máx. 34°