
O senador Eduardo Girão (Novo-CE), em pronunciamento nesta quarta-feira (28), manifestou preocupação com o que considera o "sequestro, pelo governo Lula”, da CPMI que investiga os atos de vandalismo em Brasília, como uma "estratégia de blindagem" do governo federal.
Para Girão, o governo fez tudo que estava a seu alcance para impedir a criação da CPMI do 8 de Janeiro.De acordo com o senador, o governo se sentiu ameaçado e ofereceu milhões de reais em Orçamento federal e emendas para que parlamentares retirassem suas assinaturas do requerimento para instalação da comissão parlamentar mista de inquérito.
— Apesar do sequestro feito por parlamentares governistas de um instrumento pertinente às oposições (historicamente é isso, CPI e CPMI), vamos continuar cumprindo com o nosso dever na busca pela verdade, única forma de se garantir que se faça justiça com tantos brasileiros e brasileiras perseguidos, exclusivamente por serem conservadores e defensores de um estado democrático de direito. Falar em democracia e cassar liberdade de expressão é hipocrisia! Isso é falácia! Isso não cola! — declarou.
O senador destacou a importância do depoimento do ex-chefe do Departamento Operacional da Polícia Militar do Distrito Federal, coronel Jorge EduardoNaime,na CPMI. Na opinião de Girão, houve a “desconstrução da narrativa” a partir do depoimento do coronel afirmando que o relatório da Abin informou a 48 órgãos do governo federal que o objetivo dos atos do dia 8 de janeiro seria “assustador” na Praça dos Três Poderes.
— O que foi feito para proteger esse local? Essa é a pergunta que todo mundo quer saber porque, pelo número de manifestantes, pelas imagens, bastava uma barreira bem-feita que não passava de jeito nenhum. Parece-me algo muito grave o que aconteceu — questionou.
Senado Federal Wellington Fagundes defende proibição de bloqueio de recursos de agências
Senado Federal Lei cria órgão monitorar decisões internacionais sobre direitos humanos
Senado Federal Projetos reajustam bolsa de médicos residentes Mín. 22° Máx. 36°