
O senador Oriovisto Guimarães (Podemos-PR) defendeu a emenda apresentada por ele ao texto do novo Marco Fiscal, levado ao Plenário nesta quarta-feira (21). A emenda propõe a venda de empresas estatais para a amortização da dívida interna, que ultrapassa a casa dos R$ 8 trilhões.
Segundo o pronunciamento do parlamentar, a dívida interna exige do governo o pagamento de juros de aproximadamente R$ 1 trilhão anuais. O valor impacta na economia do país, gerando dependência do mercado financeiro na captação de recursos para cobrir despesas públicas.
—O governo tem muita coisa que não usa e que pode vender; tem muita coisa que dá prejuízo e que pode privatizar; tem 188 empresas, a maioria delas não serve para muita coisa [...]. Eu propus que o governo possa vender empresas que dão déficit, vender imóveis que ele não usa, pegar esse dinheiro, ter liberdade de vender isso e contar como receita [...]. É como você em casa, você está devendo, você vende o carro, compra um carro mais barato e amortiza a dívida — disse o senador.
Oriovisto ressaltou que a emenda apresentada por ele recebeu crítica de parte do Parlamento. De acordo com o senador, muitos argumentaram que a proposta enfrentaria resistência principalmente do Partido dos Trabalhadores (PT), contrário à ideia de privatização. O senador argumentou que o arcabouço fiscal não foi pensado para beneficiar um governo específico.
— O arcabouço foi feito para todos os governos que virão daqui para frente. Pode ser que o próximo presidente da República tenha uma visão diferente da visão do PT e queira privatizar, e ele poderá fazer isso porque está lá no arcabouço. Então, essa emenda, embora não tenha efeito imediato hoje, terá um grande efeito amanhã — enfatizou.
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