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PF prende 6 no MA e PI em operação contra fraude de R$ 4,6 milhões em benefícios previdenciários

A ação cumpre 8 mandados de busca e apreensão e 6 de prisão temporária em São Luís, Barreirinhas e Tutóia, no Maranhão, e em Parnaíba (PI).

08/04/2026 às 15h23
Por: Fabio Brito Fonte: G1 Maranhão
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PF prende 6 no MA e PI em operação contra fraude de R$ 4,6 milhões em benefícios previdenciários

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta‑feira (8), a operação Recidiva para combater fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) no Maranhão e no Piauí. A ação investiga um esquema que inseria vínculos empregatícios falsos para obtenção irregular de benefícios previdenciários, com prejuízo estimado em R$ 4,6 milhões.

A ação cumpre 8 mandados de busca e apreensão e 6 mandados de prisão temporária em cidades do Maranhão e do Piauí, incluindo São Luís, Barreirinhas, Tutóia e Parnaíba (PI). As ordens judiciais foram expedidas pela 2ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Maranhão.

A PF não informou dos presos na operação até a última atualização desta reportagem.

Segundo a investigação, o grupo criminoso era responsável por inserir vínculos empregatícios inexistentes no sistema SEFIP/Conectividade Social, utilizado para a transmissão da Guia de Recolhimento do FGTS e de informações à Previdência Social. O objetivo era viabilizar, de forma fraudulenta, a concessão de benefícios previdenciários.

A PF informou que esta fase da operação é um desdobramento da Operação Transmissão Fraudulenta, deflagrada em julho de 2025, que identificou a atuação de um grupo formado principalmente por contadores.

Nesta nova etapa, são investigados intermediários, responsáveis por aliciar os chamados “clientes”, e advogados, que teriam atuação direta para viabilizar a concessão dos benefícios irregulares.

De acordo com estimativa da Coordenação‑Geral de Inteligência da Previdência Social, o prejuízo causado pela concessão de 50 benefícios já identificados é de aproximadamente R$ 4,6 milhões.

Segundo o órgão, a suspensão desses pagamentos pode gerar economia futura de valor semelhante, considerando a expectativa de sobrevida dos beneficiários, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Ao todo, 32 policiais federais participam da operação. Além das buscas e prisões, a Justiça autorizou medidas cautelares, como a quebra dos sigilos bancário e fiscal, o arresto de bens e o bloqueio de valores dos investigados.

Caso confirmadas as suspeitas, os investigados poderão responder pelos crimes de estelionato majorado contra o INSS, associação criminosa, falsificação de documento público, falsidade ideológica, falsa identidade, inserção de dados falsos em sistema de informações e lavagem de capitais.

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