
O Palácio da Justiça do Tribunal de Justiça do Piauí (TJPI) sediou, na última terça-feira (24), uma solenidade em homenagem ao desembargador Joaquim Bezerra Feitosa e ao juiz José de Anchieta Mendes. Promovido pela Academia de Letras da Magistratura Piauiense, o evento reuniu magistrados(as), familiares e convidados para os panegíricos em memória dos dois juristas.
Na abertura, o desembargador Luiz Brandão de Carvalho destacou o simbolismo da data, lembrando Santo Óscar Romero como exemplo de compromisso com a Justiça. Em seguida, ressaltou a trajetória de Anchieta Mendes, a quem definiu como “intelectual de escol, mestre por excelência”, destacando sua atuação na magistratura, no magistério e na produção literária.
Sobre Joaquim Bezerra Feitosa, enfatizou sua dedicação à Justiça ao longo da carreira. “Figura exponencial de nosso corpo magistratural”, afirmou, lembrando também sua atuação como escritor e poeta.
O magistrado pontuou que a homenagem representa o reconhecimento ao legado deixado pelos dois juristas. “São imortais, não pelo corpo físico, mas pela profundidade de suas obras, atitudes e exemplos”, declarou.
A programação incluiu ainda discursos sobre a trajetória dos homenageados e manifestações de familiares. Ao encerrar, Brandão destacou o caráter inspirador da solenidade. “Que suas trajetórias nos sirvam de inspiração”, concluiu.

Confira abaixo o discurso do Des. Brandão de Carvalho na íntegra:
Bom dia.
Hoje, 24 de março, segundo o calendário da Igreja Católica Apostólica Romana, celebra-se o dia de Santo Óscar Romero, mártir, assassinado em El Salvador, país da América Central, no ano de 1980, enquanto celebrava uma missa. Arcebispo que utilizou sua voz em defesa dos oprimidos, tornou-se símbolo de fé, coragem e compromisso com a Justiça.
Nesta data, não apenas rendemos louvores a esse Arcebispo, mas também relembramos duas figuras proeminentes de nossa Justiça: o Desembargador Joaquim Feitosa Bezerra e José de Anchieta Mendes, grandes benfeitores que prestaram relevantes serviços à sua causa.
.Tive a honra de conhecer ambos. Anchieta Mendes, desde quando Juiz de Direito da Comarca de Pedro II, entre o final da década de 1960 e o início da década de 1970. Intelectual de escol, mestre por excelência, homem de convivência admirável por suas virtudes. Irmão maçom, sempre conduziu com firmeza os ideais da Justiça, da maçonaria e do magistério. Intelectual e escritor, membro de nossa Academia da Magistratura do Piauí e de tantas outras instituições, às quais conferiu o brilho de sua inteligência.
O outro homenageado é o Desembargador Joaquim Feitosa Bezerra, figura exponencial de nosso corpo magistratural, cuja trajetória acompanhei pari passu por todas as comarcas em que serviu, sempre com grandiosidade e devoção à Justiça. Poeta, escritor e operador do Direito, esteve ao nosso lado, por algum tempo, na nobre missão de distribuir a Justiça.
Nossa Academia, na manhã de hoje, traz à luz a memória desses dois membros que tanto honraram esta Instituição, com capacidade, vigor e amor às letras, à arte e à cultura.
São imortais. Não pelo corpo físico — pois todos somos mortais, finitos e passageiros nesta terra —, mas pela profundidade de suas obras, de suas atitudes e de seus exemplos. A verdadeira imortalidade reside na personalidade, no espírito, nas ações dignificantes que deixam como legado: como filhos, pais, profissionais e autores de conteúdos literários que permanecem como lições de responsabilidade e devotamento à seara do saber para as gerações futuras.
Não é momento de tristeza. Cumpriram suas missões como homens dignos de serem eternamente lembrados. É momento de agradecimento por tudo o que realizaram, nos momentos alegres, difíceis e desafiadores, sempre pautados pela coragem e determinação, deixando um legado que jamais será esquecido.
Durante esta solenidade, ouviremos os oradores que discorrerão sobre cada um dos homenageados post mortem, bem como as palavras de agradecimento de seus familiares, que conviveram com essas insignes figuras que, para sempre, ornamentarão esta Academia com seus rastros terrenos e espirituais, engrandecendo a todos nós.
Que suas trajetórias nos sirvam de inspiração e edificação em nossas atitudes, enquanto seguimos nosso próprio caminho neste mundo cada vez mais desumano, dividido e, por vezes, incompreensível, onde a vida tem sido desvalorizada e os interesses econômicos, o poder e as injustiças frequentemente se sobrepõem aos valores mais nobres: a honra, o respeito, o amor ao próximo, a equidade e a própria vida como dom de Deus.
Muito obrigado.
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