
O prefeito Silvio Mendes (União Brasil) se reuniu, nesta segunda-feira (9), com vereadores da Câmara Municipal de Teresina para discutir o reajuste do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), que não sofre atualização há mais de 20 anos. Segundo o gestor, os parlamentares se mostraram favoráveis ao novo projeto apresentado durante o encontro.
O vereador Petrus Evelyn (PP) comentou a reunião nas redes sociais e destacou que o imposto não era reajustado desde 2002. Ele explicou que a proposta inicial gerou forte repercussão negativa e que agora se busca uma alternativa mais acessível para a população. A ideia é aplicar um reajuste gradual ao longo de dez anos, com limite máximo de aumento de 25% por ano em relação ao anterior, evitando casos extremos como terrenos que chegaram a registrar aumento de até 1000%.
O texto será encaminhado para análise da Câmara Municipal ainda nesta semana. Silvio Mendes afirmou que a maioria dos vereadores demonstrou apoio à mudança e que também discutiu o tema com o Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE-PI), responsável por realizar um novo cálculo do reajuste. Entre as medidas, está prevista a isenção total da taxa de lixo, considerada em alguns casos mais cara que o próprio IPTU. De acordo com a prefeitura, mais de 140 mil imóveis devem ficar isentos da cobrança, enquanto outros 41 mil terão redução no valor. As demais propriedades terão reajuste, mas com prazo ampliado para pagamento.
O prefeito ressaltou que pretende enviar o projeto até sexta-feira (13) e que a população deve ser beneficiada com as alterações. Ele também anunciou reunião com a Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Piauí, para aprofundar o debate. Até o momento, o pagamento do imposto está suspenso e os contribuintes que já efetuaram o pagamento terão os valores devolvidos.
Na última terça-feira (3), Silvio Mendes determinou a suspensão do pagamento do IPTU de 2026, em anúncio realizado no Palácio da Cidade. A medida atende a uma reivindicação popular diante do reajuste considerado exagerado. A proposta havia sido aprovada em 2024, na gestão do ex-prefeito Dr. Pessoa (PRD), e sancionada em 2025, já sob a administração de Mendes. O aumento começaria a valer em 2026, com previsão de receita estimada em R$ 326 milhões.
Em entrevista coletiva, o prefeito explicou que a decisão de suspender os pagamentos se baseia na necessidade de rever a Planta Genérica de Valores, que fundamentava o reajuste. “A partir de hoje estão suspensos quaisquer pagamentos de IPTU. Esse aumento, considerado exagerado, estava baseado em lei. Não é uma criação do setor financeiro”, declarou.
Assim, o processo de revisão segue em andamento, com expectativa de que a nova proposta seja aprovada pela Câmara Municipal e traga maior equilíbrio entre arrecadação e capacidade de pagamento da população.
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