
A Justiça de São Paulo nomeou Suzane von Richthofen como gestora da herança do tio, encontrado morto em janeiro deste ano na casa onde morava, em Campo Belo, Zona Sul paulista. Na decisão, a juíza Vanessa Vaitekunas Zapater esclarece que o crime cometido por Suzane não a exclui do processo de inventário. O patrimônio de Miguel Abdalla Neto é avaliado em R$ 5 milhões.
"Esclareço que o histórico criminal da herdeira não tem relevância jurídica nestes autos e, considerada a falta de manifestação de interesse por parte do outro herdeiro, é ela a única pessoa apta ao múnus", diz trecho da decisão judicial.
A herança do médico virou disputa familiar logo após a sua morte. O conflito é travado entre Suzane von Richthofen e a prima de Abdalla, Carmem Silvia Gonzalez Magnan.
Acusação de furto
Suzane von Richthofen está sendo acusada por uma prima de furtar bens do tio materno, falecido em janeiro. No boletim de ocorrência, registrado na Delegacia Eletrônica, Carmen Silvia Gonzalez afirma que Suzane se apropriou de bens, sem autorização judicial para isso. A informação foi confirmada ao iG pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP).
Ainda conforme a SSP, o caso foi registrado como "exercício arbitrário das próprias razões", crime previsto no Artigo 345 do Código Penal brasileiro, e está sob investigação"para as medidas cabíveis de polícia judiciária".
Segundo a prima, que era companheira do médico aposentado Miguel Abdalla Netto, tio de Suzane, os bens que supostamente foram furtados são: um carro, uma máquina de lavar, um sofá e uma bolsa contendo documentos e dinheiro.
Morte do tio
O corpo de Miguel Abdalla Neto, tio materno e ex-tutor de Andreas von Richthofen, o irmão de Suzane von Richthofen, foi encontrado no dia 9 de janeiro, na capital paulista. Aos 76 anos, ele morava sozinho na Rua Baronesa de Bela Vista, na Vila Congonhas, Zona Sul da capital, onde a polícia o encontrou sem vida, com o corpo já em estado de decomposição.
A morte foi registrada inicialmente como "suspeita", contudo, não havia sinais de violência, segundo informações da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP).
Miguel Abdalla era médico e teve papel central após o assassinato de Marísia e Manfred Richthofen, em 2002. Ele foi tutor de Andreas von Richthofen, irmão de Suzane, e também atuou como inventariante dos bens do casal morto, até 2005, quando Andreas completou 18 anos e assumiu a função.
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