
A 5ª edição do Projeto Mulheres Empoderadas do Hospital Getúlio Vargas (HGV) segue dando visibilidade às histórias de mulheres que atuam ou atuaram na instituição pública de saúde. A iniciativa, que integra as ações de humanização promovidas pelo hospital, destaca a trajetória profissional, a vida pessoal e a perspectiva de empoderamento feminino das colaboradoras. Este ano, o projeto focará nas comemorações dos 85 anos do hospital e nas mulheres que fizeram história ao longo desses anos.
Para abrir essa 5ª edição, o hospital vai homenagear a trajetória de Maria dos Aflitos Miranda Barros, pioneira na enfermagem no HGV. Nascida em 1939, no município de Batalha, interior do Piauí, Maria dos Aflitos Miranda Barros construiu uma trajetória marcada pela superação, pelo compromisso com a educação e por uma atuação decisiva na organização da enfermagem no HGV.

O início da trajetória profissional no HGV ocorreu como professora da Escola de Auxiliar de Enfermagem, onde acompanhava e orientava estagiárias. Posteriormente, ela se mudou para São Paulo, onde realizou uma pós-graduação. Foi nesse período que recebeu um convite decisivo para sua carreira: uma carta, do então diretor administrativo do HGV, Dr. Sinobilino, solicitando seu retorno para organizar e chefiar o Departamento de Enfermagem do hospital.
No HGV, Maria dos Aflitos atuou na administração da enfermagem, supervisionando escalas, serviços e plantões noturnos. Mesmo exercendo função pedagógica, era respeitada por todos os setores do hospital, incluindo médicos, enfermeiros e atendente.
Ao ser questionada sobre empoderamento feminino, Maria dos Aflitos responde com a firmeza de quem viveu diferentes épocas. Para ela, o empoderamento começa pela consciência de si e pela forma como a mulher é criada. “Se ela foi criada em um ambiente em que foi valorizada, terá outra postura. Mas se cresceu ouvindo que nasceu para ser capacho, vai continuar capacho”, reflete.
A história de Maria dos Aflitos Miranda Barros se confunde com a própria evolução da enfermagem no Piauí, deixando um legado de dedicação, coragem e compromisso com a saúde pública e com a valorização da mulher profissional.

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