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Sem circulação de ônibus, greve dos rodoviários chega ao 4º dia em São Lauís

TRT informou que poderá aplicar multa diária de até R$ 70 mil ao Sindicato dos Rodoviários caso a decisão judicial não seja cumprida.

02/02/2026 às 10h17
Por: Amanda Lafayette Fonte: Imirante.com
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Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

No terceiro dia da greve dos rodoviários, São Luís ficou sem ônibus circulando neste domingo (1º). Apesar de uma liminar do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) determinar a circulação de 80% da frota, não há veículos nas ruas desde a manhã da última sexta-feira (30). Paradas ficaram vazias ao longo do dia. A paralisação afeta mais de 700 mil pessoas que dependem do transporte público na capital.

Sem ônibus, passageiros precisaram buscar alternativas para chegar ao trabalho ou voltar para casa. Vans, carros particulares e veículos por aplicativo passaram a ser opções em diversos pontos da Grande São Luís.  A crise no sistema de transporte público é antiga. Segundo o Sindicato dos Rodoviários, foram registradas pelo menos sete paralisações gerais nos últimos anos.

Há uma semana, trabalhadores da empresa Expresso Rede França, antiga 1001, iniciaram uma paralisação. Foi a terceira em menos de três meses, todas motivadas por atraso no pagamento de salários e benefícios. Agora, a greve geral também expõe impasse sobre o reajuste salarial de 2026. A categoria pede aumento de até 12%. Mesmo com mediação da Justiça, ainda não houve acordo.

O Tribunal Regional do Trabalho informou que poderá aplicar multa diária de até R$ 70 mil ao Sindicato dos Rodoviários caso a decisão judicial não seja cumprida. O órgão também pode determinar bloqueio de recursos da entidade em caso de descumprimento. Os rodoviários alegam condições difíceis de trabalho. Já os empresários afirmam que o congelamento da tarifa desde 2023 pressiona os custos do sistema.

A Prefeitura de São Luís informa que está em dia com o repasse de subsídios às empresas, conforme previsto em contrato. A Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos (MOB) também afirmou que mantém o pagamento do subsídio estadual e cobra mais transparência nos custos do sistema. O órgão considera estranha a paralisação das linhas do semiurbano.

Sem acordo entre as partes, a população segue enfrentando transtornos e gastos extras com transporte alternativo.

A categoria reivindica reajuste salarial de 15%, tíquete-alimentação no valor de R$ 1.500 e a inclusão de mais um dependente no plano de saúde.

Segundo o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Marcelo Brito, durante a audiência foi apresentada uma contraproposta de reajuste de 12%. De acordo com o presidente, os empresários se comprometeram a discutir a viabilidade do percentual sugerido.

A greve afeta linhas urbanas e semiurbanas e deve continuar até que uma nova proposta seja apresentada. Não há previsão de retorno do serviço.

(Foto: Reprodução/ Adriano Soares/ Grupo Mirante)

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