
A política de regularização fundiária no Piauí alcançou, nos últimos três anos, a marca de mais de 10 mil famílias beneficiadas com documentos definitivos de propriedade de terra. As ações foram executadas em 197 dos 224 municípios piauienses. E o ano de 2025 foi marcado pelo ritmo acelerado no processo de titulação, tendo a frente o Instituto de Terras do Piauí (Interpi).
A agilidade na entrega é resultado de uma combinação de fatores: investimento em tecnologia (como o uso de georreferenciamento e sistemas de peticionamento eletrônico), gestão eficiente e a valorização e capacitação contínua das equipes. Juntos, esses elementos simplificam o processo tanto para produtores rurais quanto para o reconhecimento de comunidades tradicionais.
Um dos focos neste ano foi a garantia de direitos de povos e comunidades tradicionais (PCTs). O Piauí ampliou o número de territórios coletivos reconhecidos e em processo de titulação, passando a ter 50 territórios tradicionais com ações ativas de regularização.

Um dos exemplos de ação de grande relevância social foi o avanço na regularização do Assentamento Macambira, no município de Batalha. Em junho, o Interpi realizou a entrega da primeira etapa de titulação, concedendo cerca de 600 títulos de propriedade definitiva. A medida encerra um longo período de insegurança jurídica, permitindo que as famílias do assentamento tenham acesso a crédito rural e a programas de incentivo à produção.
O diretor-geral do Interpi, Rodrigo Cavalcante, destacou que os números refletem uma priorização estratégica da gestão.
“Superar a marca de 10 mil famílias tituladas em tão pouco tempo só foi possível porque investimos em tecnologia e simplificação. Mas, além dos números gerais, nosso olhar está voltado para as comunidades que mais precisam. Titular 50 territórios coletivos e destinar centenas de títulos em Macambira não é apenas um avanço administrativo, é uma reparação histórica. A regularização fundiária no Piauí é uma ferramenta de desenvolvimento e justiça social”, afirmou o gestor.
O trabalho do Interpi em 2025 evidencia o uso da regularização fundiária como ferramenta essencial para o desenvolvimento econômico e a inclusão social no Piauí, garantindo o direito à terra e o acesso a políticas públicas.

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