
O Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) intensificou o trabalho de resgate, reabilitação e soltura no estado. Nesta semana, uma grande ação promoveu a devolução de 50 animais silvestres à natureza no norte do Piauí. Neste ano, o trabalho já soma mais de 150 animais devolvidos ao habitat natural, um número bastante expressivo para o centro, que se consolida como referência em proteção da fauna no estado.
Foram liberados 20 jabutis, das espécies piranga e tinga, além de uma diversidade de aves e pequenos mamíferos: dois chico-preto, dois sabiá-laranjeira, seis galo-de-campina, dois bigode-de-coleira, um golinho, um garibaldi, um cancão, dois saguis-de-tufo-branco, dois papa-capim, um caburezinho, um bigodinho, uma rolinha, um xexéu, um carcará e uma buraqueira. Animais que haviam perdido seu espaço na natureza, seja por terem sido mantidos como domésticos ou resgatados de situações de tráfico ou maus-tratos.

De acordo com a Semarh, a maioria chega ao Cetas debilitada, desnutrida, ferida, com dificuldades de locomoção ou comportamento alterado. Meses de tratamento são necessários para recuperar a musculatura, a capacidade de voo, o faro e a autonomia para forragear. Só quando os técnicos garantem que cada um está apto é que a soltura é autorizada.
A gerente de Fauna e Proteção Ambiental da Semarh, Danielle Melo, destaca o impacto desse esforço. “Cada soltura é a celebração de uma segunda chance. Nós acompanhamos todo o processo de recuperação e sabemos o quanto esses animais lutam para voltar ao seu ambiente. Quando eles finalmente retornam à natureza, estamos não só devolvendo vidas ao seu lugar de origem, mas ajudando a restaurar os ecossistemas do Piauí”, destacou o gestor.

As reservas ambientais onde as solturas ocorrem foram previamente avaliadas por técnicos da Semarh, garantindo alimento, água, abrigo e segurança para cada espécie. O cuidado minucioso se repete em cada etapa: desde a triagem inicial até o monitoramento pós-soltura.

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