
AMARANTE DO MARANHÃO - A Justiça Federal condenou a ex-prefeita de Amarante do Maranhão, Adriana Luriko Kamada Ribeiro, por ato de improbidade administrativa ao descumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). A ex-gestora iniciou novas obras na área da educação sem concluir projetos inacabados da gestão anterior, causando prejuízo de R$ 47,6 mil ao erário.
A decisão atendeu a pedido do Ministério Público Federal (MPF), que comprovou a omissão da ex-prefeita no prosseguimento das obras escolares iniciadas em 2008, durante o governo do então prefeito Miguel Marconi Duailibi Gomes.
Obras abandonadas
Quando assumiu o cargo em 2009, Adriana Luriko encontrou duas obras paralisadas — uma quadra poliesportiva e uma unidade escolar de ensino fundamental no povoado Pindarezinho — contratadas por R$ 285,7 mil com recursos federais do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).
Mesmo sem concluir esses projetos, a ex-prefeita lançou quatro novas obras entre 2012 e 2014, também voltadas à educação infantil e fundamental, com investimentos superiores a R$ 4 milhões. Todas permaneceram inacabadas ao fim de sua gestão.
O MPF argumentou que a gestora violou o artigo 45 da LRF, que proíbe o início de novas obras sem a conclusão das já existentes, especialmente quando financiadas com recursos federais.
Decisão da Justiça
A sentença reconheceu que, embora Adriana Luriko tenha adotado medidas contra empresas que abandonaram contratos firmados em sua gestão, falhou ao não dar continuidade às obras herdadas do antecessor, o que configurou dano ao patrimônio público.
“O objetivo da Lei de Responsabilidade Fiscal é garantir que os recursos públicos sejam aplicados com prioridade na conclusão de obras já iniciadas, evitando desperdício e prejuízos ao erário”, destacou o juiz na decisão.
A ex-prefeita foi condenada a:
Pagar indenização de R$ 47,6 mil ao FNDE;
Perder eventual cargo público que ocupe;
Ficar sujeita às penalidades da Lei de Improbidade Administrativa.
Ainda cabe recurso da decisão.
Operação Dois desembargadores do Maranhão são alvo da PF em investigação contra venda de decisões no TJ-MA
Justiça PGR se posiciona contra pedido de afastamento do governador Carlos Brandão
Manifestação Protesto: motoristas demitidos da antiga 1001 bloqueiam acesso a terminal em São Luis
Mín. 23° Máx. 31°