
O Governo Federal anunciou na manhã desta quinta-feira (17) um reajuste de 15% no Bolsa Família. Com o aumento, o piso do programa, que era de R$ 600, passa a ser de R$ 691 a partir de outubro, conforme o calendário mensal de pagamentos.
Essa foi a primeira atualização no valor do Bolsa Família em mais de três anos. No anúncio, o governo afirmou que a correção recompõe a inflação acumulada desde o relançamento do programa, no período entre março de 2023 até agosto deste ano.
Como o valor novo será pago
O reajuste será aplicado a partir da folha de outubro e os pagamentos estão previstos para começar no dia 19, de acordo com o calendário de beneficiários do programa.
Com a mudança, além do piso que passou de R$ 600 para R$ 691, o Ministério do Planejamento e Orçamento informou que, considerando os pagamentos adicionais previstos pelo programa, a média de valores pagos por família sobe de R$ 675 para R$ 777.
Isso ocorre porque além do valor mínimo, o programa prevê pagamentos complementares considerando a composição familiar. Entre eles estão:
R$ 150 por criança de até 6 anos;
R$ 50 para gestantes;
R$ 50 para jovens de 7 a 18 anos incompletos;
R$ 50 para bebês de até 6 meses.
Impacto nas contas públicas
Segundo o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, o governo identificou espaço fiscal para realizar essa atualização e deve incorporar o aumento à proposta orçamentária de 2027.
Em agosto de 2026, a proposta de orçamento do próximo ano foi enviada pelo governo ao Congresso Nacional e não previa inicialmente um reajuste nos valores do Bolsa Família.
De acordo com a pasta, esse aumento terá impacto de R$ 5,8 bilhões nas contas públicas ainda em 2026. Para o ano que vem, a estimativa é que esse reajuste aumente aproximadamente R$ 22 bilhões nas despesas do Governo Federal com o programa passando de R$ 157,1 bilhões para cerca de R$ 179 bilhões.
Segundo dados do Governo Federal, em agosto cerca de 19,3 milhões de famílias receberam o Bolsa Família em todo o país.
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