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Fake news impediram avanço na fiscalização de fintechs ligadas ao PCC, diz secretário da Receita

Fintechs — instituições financeiras digitais que, segundo as investigações, passaram a ser utilizadas como um dos principais instrumentos de atuação da facção criminosa PCC

29/08/2025 às 12h27
Por: Vanilson Brito Fonte: redação
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Fake news impediram avanço na fiscalização de fintechs ligadas ao PCC, diz secretário da Receita

O secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, afirmou nesta quinta-feira (28), em São Paulo, que a disseminação de fake news atrasou a ampliação da fiscalização sobre fintechs — instituições financeiras digitais que, segundo as investigações, passaram a ser utilizadas como um dos principais instrumentos de atuação da facção criminosa PCC.

Embora não tenha citado nomes diretamente, Barreirinhas fez referência ao vídeo publicado em janeiro pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que viralizou ao afirmar que o governo Lula iria “taxar o Pix”. A polêmica forçou o Executivo a revogar uma norma que previa maior rigor no acompanhamento das operações dessas empresas.

“Publicamos essa instrução em setembro do ano passado, para começar a valer em janeiro. O que aconteceu em janeiro todos sabem: a Receita Federal sofreu o maior ataque de sua história, com mentiras, com fake news, dizendo falsamente que aquela instrução normativa tratava de tributação dos meios de pagamento”, declarou Barreirinhas durante entrevista coletiva realizada no âmbito da Operação Carbono Oculto, que cumpriu mandados de busca e apreensão contra fintechs.

O secretário ressaltou que o objetivo da medida era fortalecer o combate ao crime organizado e trazer mais segurança ao sistema financeiro. No entanto, a pressão popular causada pela onda de desinformação obrigou o governo a recuar.

“Essas fake news foram tão intensas que, apesar de todos os esforços da Receita, não conseguimos contê-las, devido à força de quem as impulsionava. Isso já estava até prejudicando o uso do Pix. Tivemos que dar um passo atrás e revogar a norma. E as operações de hoje deixam claro quem realmente se beneficiou dessas mentiras”, concluiu.

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