
CAXIAS - Dois homens foram condenados pela morte do advogado Ronaldo de Oliveira Sousa Rego, assassinado a tiros em Caxias, no Maranhão, em abril de 2023. O julgamento terminou nesta quinta-feira (13), após três dias de sessão do Tribunal do Júri da 2ª Vara Criminal de Caxias. O Conselho de Sentença considerou Ricardo Andrade de Freitas e Francisco Bruno de Souza culpados por homicídio qualificado.
Ricardo foi condenado a 18 anos e nove meses de prisão, enquanto Francisco recebeu pena de 16 anos e seis meses de reclusão. A sessão começou na terça-feira (12) e foi conduzida pelo Poder Judiciário do Maranhão.
Falsa entrega de lanche foi usada para atrair a vítima
Em 19 de abril de 2023, um dos executores abordou o advogado fingindo ser um entregador de aplicativo para realizar os disparos.
Ao chegar perto da vítima, o homem teria anunciado: “Essa encomenda é pra ti” e, em seguida, efetuado vários disparos de arma de fogo contra Ronaldo. O advogado morreu no local. Após os tiros, o suspeito teria fugido em uma motocicleta.
Investigação apontou mandante e intermediário
A Polícia Civil iniciou uma investigação detalhada logo após o crime, analisando imagens de câmeras de segurança na região para identificar os responsáveis. A partir dessas imagens, os investigadores chegaram ao imóvel de onde o executor teria saído e identificaram outras pessoas que poderiam estar envolvidas no crime, além do proprietário da motocicleta utilizada na fuga.
Durante a apuração, depoimentos apontaram Ricardo Andrade de Freitas como o suposto mandante do assassinato. Francisco Bruno de Souza, por sua vez, teria atuado como intermediário, fazendo a comunicação entre o mandante e os demais envolvidos na execução do crime.
Segundo o Ministério Público, Ricardo teria uma motivação relacionada a processos judiciais movidos pelo advogado. Conforme a denúncia, ele era alvo de ações cíveis e criminais relacionadas à vítima, incluindo uma cobrança judicial por danos causados ao veículo de Ronaldo.
O MP também sustentou que a participação dos dois condenados estava ligada a diferentes etapas da execução do assassinato, com funções distintas para a concretização do crime.
Conselho de Sentença considerou réus culpados
Durante o julgamento, o Conselho de Sentença analisou as acusações apresentadas contra os dois homens e decidiu pela condenação de ambos por homicídio qualificado.
Após três dias de julgamento, o júri da 2ª Vara Criminal sentenciou os envolvidos pelas suas funções específicas no crime.
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