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Dia da Pizza celebra tradição italiana e revela crescimento do mercado brasileiro

Número de pizzarias bate recorde no país, enquanto estudo aponta que famílias conseguem comprar menos pizzas do que há quatro anos.

10/07/2026 às 10h06
Por: Alline Portela
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Dia da Pizza celebra tradição italiana e revela crescimento do mercado brasileiro

O Dia da Pizza é comemorado em 10 de julho em todo o Brasil e celebra um dos pratos mais populares da gastronomia mundial. Embora seja tradicionalmente associada à Itália, a pizza tem uma história que remonta a civilizações antigas, como egípcios, hebreus e chineses, que já produziam pães semelhantes há mais de seis mil anos.

A versão moderna, no entanto, ganhou fama em território italiano. Em Nápoles está localizada a Antica Pizzeria Port'Alba, considerada a primeira pizzaria do mundo, com registro datado de 1738. Preparada com massa, molho de tomate e coberturas variadas, a pizza conquistou diferentes culturas e, no Brasil, ganhou versões criativas que vão desde os sabores tradicionais até opções doces.

No país, São Paulo se consolidou como a capital nacional da pizza, reflexo da forte imigração italiana. Durante a data comemorativa, é comum que pizzarias promovam festivais, descontos e ações especiais para atrair clientes.

A comemoração foi oficializada em 1985 pelo então secretário de Turismo de São Paulo, Caio Luís de Carvalho. A iniciativa surgiu após um concurso estadual que escolheu as dez melhores receitas de pizza de muçarela e margherita. O sucesso do evento levou à definição do dia 10 de julho, data de encerramento da competição, como o Dia da Pizza.

Mercado em expansão

Enquanto a pizza continua sendo uma das preferidas dos brasileiros, o setor vive um momento de forte crescimento. Dados da Associação Pizzarias Unidas (Apubra) apontam que o Brasil encerrou 2025 com 40.332 pizzarias em funcionamento, um aumento de 10,29% em relação ao ano anterior.

O período também registrou o menor número de fechamentos da última década. Foram 2.969 empresas encerrando as atividades, uma redução de 43,8% na comparação com 2024.

A expansão manteve o ritmo em 2026. Entre janeiro e maio, foram inauguradas 1.990 novas pizzarias, crescimento de 6,1% sobre o mesmo intervalo do ano passado. Na prática, o país passou a abrir, em média, uma nova pizzaria a cada duas horas, o equivalente a cerca de 13 novos estabelecimentos por dia.

Segundo o presidente da Apubra, Gustavo Cardamoni, os números refletem a confiança dos empresários no segmento, mesmo diante de um cenário econômico desafiador.

"O setor continua atraindo novos empreendedores e mantém um ritmo consistente de expansão. Esse comportamento reforça a maturidade do segmento e a confiança dos empresários, que seguem investindo mesmo em um cenário econômico desafiador", afirma.

O crescimento também deixou de se concentrar apenas nos grandes centros urbanos. Embora a Região Sudeste ainda reúna 51% das pizzarias brasileiras e São Paulo permaneça como principal polo do setor, aproximadamente 75% dos estabelecimentos inaugurados em 2026 abriram fora do estado paulista. Norte e Nordeste lideram o crescimento proporcional, indicando a interiorização da atividade.

Para Cardamoni, a tendência é de continuidade desse avanço, acompanhada por maior profissionalização das empresas.

"Não se trata apenas de abrir novas unidades, mas de consolidar operações, tendo a diferenciação, a gestão eficiente e o profundo conhecimento do mercado local como fatores decisivos", destaca.

Pizza pesa mais no bolso

Apesar do crescimento do mercado, comprar uma pizza ficou mais difícil para muitas famílias. É o que revela o Índice Mozarela, elaborado pela Faculdade de Tecnologia do Estado de São Paulo (Fatec), que mede o poder de compra dos moradores da capital paulista.

O indicador utiliza como referência a pizza de muçarela, tradicionalmente a de menor preço, e calcula quantas unidades podem ser adquiridas com a renda familiar média em cada distrito da cidade.

Em 2021, metade dos distritos paulistanos permitia a compra de pelo menos 131 pizzas por mês. Em 2025, esse número caiu para 120, evidenciando a redução do poder de compra da população.

Inspirado no Índice Big Mac, o estudo mostra que, embora o mercado de pizzarias continue em expansão, o aumento dos preços e as mudanças na renda das famílias tornam o consumo mais restrito para parte dos brasileiros.

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