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Cuba ultrapassa Venezuela e lidera pedidos de refúgio no Brasil pela primeira vez em 12 anos

Dados do Observatório das Migrações Internacionais mostram salto de 88% nas solicitações de cidadãos cubanos em 2025; cenário reflete a persistente crise econômica na região

23/06/2026 às 20h01
Por: Vanilson Brito
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Cuba ultrapassa Venezuela e lidera pedidos de refúgio no Brasil pela primeira vez em 12 anos

Pela primeira vez em 12 anos, os cidadãos de Cuba lideraram as solicitações de refúgio no Brasil, ultrapassando os cidadãos da Venezuela. Os dados estatísticos confirmam o acentuado fluxo migratório da população que tenta deixar a ilha caribenha em meio a uma severa crise socioeconômica e ao desabastecimento estrutural que afetam o país. De acordo com o levantamento anual divulgado pelo Observatório das Migrações Internacionais (OBMigra), o governo brasileiro recebeu 41.919 pedidos de asilo de cubanos ao longo de 2025.

O volume representa um salto de 88,1% em relação ao ano anterior e equivale a mais da metade de todas as solicitações globais registradas em território nacional.

Com a nova configuração do fluxo migratório, os venezuelanos, que historicamente lideravam as estatísticas no Brasil devido à prolongada crise política e humanitária em seu país vizinho, passaram para a segunda posição no ranking oficial, somando 21.233 registros no mesmo período.

Especialistas apontam que o cenário atual expõe as dificuldades humanitárias enfrentadas pelas populações de ambas as nações, marcadas historicamente por forte escassez de produtos de primeira necessidade, inflação alta, apagões recorrentes de energia elétrica e episódios frequentes de repressão e instabilidade política.

No balanço geral divulgado pelas autoridades migratórias, o Brasil contabilizou um total de 75.599 solicitações formais de proteção internacional no último ano. O êxodo contínuo evidencia a situação de vulnerabilidade de milhares de famílias que optam por deixar seus países de origem e arriscar trajetórias migratórias complexas pelo continente americano em busca de novas oportunidades de sobrevivência, estabilidade financeira e segurança individual longe de cenários de severa crise econômica e controle governamental restritivo.

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