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Delegado detalha o caso em que homem com esquizofrenia mata a própria mãe a facadas em Teresina

Crime ocorreu após uma discussão motivada pela recusa do suspeito em ser internado; vítima foi até o local levar medicamentos para o filho

18/05/2026 às 14h25
Por: Portal Verdes Campos Sat
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Delegado detalha o caso em que homem com esquizofrenia mata a própria mãe a facadas em Teresina

Uma discussão familiar terminou em tragédia na tarde de ontem, em Teresina, quando uma mulher foi assassinada a facadas pelo próprio filho. A Polícia Civil foi acionada por volta das 13h15 e, ao chegar ao endereço da ocorrência, uma equipe da Polícia Militar já realizava o isolamento da área. O caso contou também com a atuação imediata de uma delegada de polícia do Estado do Ceará, que é familiar da vítima e realizou os primeiros procedimentos legais no local para garantir a preservação de vestígios essenciais e resguardar a cadeia de custódia das provas. O suspeito do crime permaneceu no imóvel e foi detido pelas autoridades.

Em detalhes, o delegado Baretta, coordenador do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil do Piauí em Teresina, afirma que a  vítima estava desaparecida há cerca de um ou dois dias, o que levou seus familiares a iniciarem buscas após notarem sua ausência em casa. Segundo os levantamentos iniciais, ela havia se deslocado até a residência do filho com o objetivo de lhe entregar medicamentos. No local, iniciou-se um desentendimento entre os dois, motivado pelo fato de o homem não aceitar uma proposta de internação médica. De acordo com relatos fornecidos pela família à polícia, o autor do crime convive com um diagnóstico de esquizofrenia.

Durante o desentendimento, o homem partiu para cima da mãe utilizando uma faca de serra. A lâmina do objeto chegou a quebrar durante a agressão, mas a vítima foi atingida por diversos golpes na região do pescoço e do rosto. O exame preliminar apontou que a mulher apresentava lesões de defesa nos braços e nas mãos, evidenciando que tentou conter o ataque, mas ela não resistiu aos ferimentos e evoluiu a óbito ainda no local.

Barêta esclareceu ainda que a condição psiquiátrica do suspeito não impede a sua autuação em flagrante neste momento. Ele explicou que a atuação da polícia se baseia estritamente na comprovação do fato típico e antijurídico. A análise da culpabilidade, que avaliará se o homem tinha plena consciência dos seus atos no momento do crime, caberá posteriormente ao Ministério Público e ao Poder Judiciário. O caso seguirá em instrução com a junção de laudos periciais e documentos da defesa.

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