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Polícia civil solicita busca, apreensão e medidas protetivas contra deputado no Maranhão

Investigado por violência doméstica e estupro de vulnerável, parlamentar nega acusações e atribui denúncias a conflito de separação

18/05/2026 às 11h34
Por: Vanilson Brito
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Polícia civil solicita busca, apreensão e medidas protetivas contra deputado no Maranhão

A Polícia Civil do Maranhão, por meio da Delegacia Especial da Mulher de São Luís, encaminhou à Justiça um pedido de mandado de busca e apreensão e de medidas protetivas de urgência contra o deputado federal Ribeiro Neto, presidente estadual do partido Solidariedade. A iniciativa ocorreu após a esposa do parlamentar, de 27 anos, registrar um boletim de ocorrência relatando ter sido vítima de lesão corporal, ameaça, injúria e estupro de vulnerável. Diante dos relatos, os investigadores solicitaram a apreensão da arma de fogo do deputado, a suspensão de seu porte de armas, seu afastamento imediato do lar, a devolução de aparelhos eletrônicos retidos da vítima e a proibição de qualquer contato com ela, seus familiares e testemunhas. O caso segue sob apuração rigorosa no âmbito da Lei Maria da Penha.

Em depoimento prestado às autoridades, a suposta vítima descreveu um histórico de violência física, psicológica e patrimonial ao longo de nove anos de relacionamento, caracterizado por comportamento controlador, ofensas frequentes, falsas acusações de infidelidade e monitoramento por terceiros. Entre as agressões relatadas, ela afirmou ter sido derrubada de um veículo após o marido tomar seu celular, além de ter sofrido uma lesão no braço ao tentar recuperar um objeto pessoal. A vítima narrou ainda que, após manifestar o desejo de separação, Ribeiro Neto invadiu a residência do casal na Chácara Itapiracó portando uma arma de fogo diante dela e da filha de quatro anos, proferindo ameaças de que ela sofreria e se tornaria uma "morta-viva".

O episódio mais grave detalhado no registro aponta que, após uma discussão, a mulher foi levada pelo investigado a um motel, onde foi obrigada a ingerir uma garrafa inteira de vinho. Sem condições físicas e psicológicas de oferecer qualquer tipo de resistência, ela teria sido submetida a um ato sexual, configurando o crime de estupro de vulnerável que a polícia investiga. Na sequência dos fatos, a comunicante afirmou ter permanecido incomunicável por mais de 48 horas, sendo impedida de sair da própria residência e de estabelecer contato com seus familiares.

Em resposta à repercussão do caso, o deputado federal Ribeiro Neto divulgou uma nota pública para se posicionar sobre as denúncias. No comunicado, o parlamentar alegou que tomou conhecimento das acusações exclusivamente por meio de blogs, sites e redes sociais, ressaltando que ainda não havia sido notificado formalmente pelas autoridades judiciais. Ele classificou o episódio como um momento familiar delicado decorrente do processo de divórcio e fez um apelo por respeito à intimidade da família, com foco na proteção da filha menor do casal. Ribeiro Neto negou veementemente a prática de qualquer ato de violência, sustentou que as informações veiculadas não condizem com a realidade e informou que sua defesa jurídica está reunindo provas para esclarecer os fatos legalmente, não descartando acionar a Justiça contra divulgações que considere ofensivas à sua honra e imagem.

Confira a nota oficial.

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