
O crime organizado tem buscado expandir suas frentes de atuação de forma acelerada no Ceará. Em entrevista concedida à imprensa o delegado-geral da Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE), Márcio Gutierrez, detalhou o cenário preocupante do contrabando e da circulação de armas pesadas no território cearense.
Conforme dados oficiais revelados pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), somente no ano passado foram apreendidas 7.221 armas de fogo no estado, montante que incluiu 40 fuzis e 43 metralhadoras de grosso calibre. Em um intervalo recente de menos de um ano e meio, a quantidade de armamentos retirados de circulação no Ceará já se aproxima da expressiva marca de 10 mil unidades.
De acordo com as análises da inteligência policial, a organização de origem carioca destaca-se como o grupo que mais demonstra uma forte "sede bélica", utilizando intencionalmente a violência armada extrema como sua principal estratégia de expansão territorial em nível nacional.
Para combater esse movimento armamentista do crime, que se consolidou inicialmente nas capitais do Sudeste e depois avançou para as demais regiões do país, as forças de segurança pública vêm aperfeiçoando constantemente os seus protocolos de inteligência tática.
A dinâmica envolve um alto nível de perigo físico, visto que as apreensões colocam policiais e criminosos fortemente armados em situações de confronto direto iminente. Gutierrez destacou que as investigações focam no bloqueio das rotas internacionais e interestaduais por onde os criminosos trazem os ilícitos. Paralelamente às rotas tradicionais de tráfico terrestre e marítimo, a polícia monitora os novos horizontes tecnológicos adotados pelas organizações criminosas.
Embora o Ceará ainda não possua registros de linhas de montagem clandestinas em funcionamento local, o estado monitora com rigor a nova tendência de montagem de armas por meio de impressoras 3D o qual já resultou em desarticulações de fábricas clandestinas em outras unidades da federação, como o estado de São Paulo.
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