
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou este sábado, através das redes sociais, o interesse do Brasil em ampliar a cooperação estratégica com os Estados Unidos e manter um diálogo bilateral contínuo, reforçando que tal aproximação deve sempre preservar a soberania nacional.
Esta declaração surge dois dias após o encontro oficial com o presidente Donald Trump, em Washington, onde foram discutidos temas fundamentais para a relação entre as duas potências, com especial foco na segurança pública e no desenvolvimento económico.
Durante as conversas, o combate ao crime organizado foi um dos pontos centrais, tendo o presidente brasileiro destacado a experiência da Polícia Federal no enfrentamento do tráfico de drogas e armas, além de reforçar a importância da cooperação aduaneira já existente entre os dois países.
No campo comercial, Donald Trump abordou a questão das tarifas e do déficit comercial dos Estados Unidos em relação ao Brasil, que se situa entre 20 e 30 mil milhões de dólares, sinalizando que estes números poderão influenciar futuras negociações tarifárias sobre produtos estrangeiros.
Paralelamente, a pauta da transição energética e da exploração de minerais críticos também ganhou destaque. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, ressaltou que o Brasil aprovou recentemente um novo marco legal para o setor mineral com o objetivo de atrair investimentos estrangeiros.
De acordo com o governo, a estratégia brasileira consiste em manter um diálogo aberto com diversos parceiros internacionais, incluindo investidores dos Estados Unidos, da China e da Rússia, visando consolidar a posição do país como um player estratégico no setor de recursos naturais.
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