
Nas ruas fofões, blocos afro e alternativos, tribos de índio e a presença de grupos que tiveram a região do Centro Histórico de São Luís como berço da cultura popular maranhense. O circuito Vem Pra Madre avivou lembranças de antigos carnavais, enquanto atualizou o espírito da folia tradicional maranhense. De sexta-feira (28 de fevereiro) até ontem (4 de março), a Rua do Passeio se transformou em um corredor cultural que levava a três palcos, numa dinâmica que alimentou a vocação da comunidade mais festeira da capital maranhense. Moradores e visitantes testemunharam esse novo capítulo da história.
O cortejo contou com o desfile das tribos de índios e dos blocos afro no local que estava há anos sem receber a festa. Entre os grupos que participaram, a Tribo Tapiáca comemorou 25 anos de história, defendendo a preservação dessa categoria. “É só o começo. A gente precisa se mostrar mais, divulgar nossa cultura, porque muitas comunidades ainda não conhecem o nosso trabalho. Foi um grande passo”, destacou Valmir Ramos, presidente do bloco.
Na lateral da rua, a pedagoga Cláudia Queiroz assistia a tudo com entusiasmo. “Estava demorando para acontecer! É maravilhoso ver essa movimentação de novo, perto de casa”, disse, de camarote. Já o farmacêutico Wildemar Simeão e seu irmão improvisaram um espaço especial com lona de cobertura na porta de casa. “Aqui a gente tem uma visão privilegiada da festa. O governador está de parabéns por resgatar esse Carnaval na Madre Deus”.
Entre batuques e passos marcados, o Bloco Organizado Ritmistas da Madre Deus trouxe integrantes de todas as idades. Janete Almeida, de 77 anos, integrante do grupo há 17, esbanjou vitalidade. “Isso é tudo de bom. Aqui não tem idade para brincar”, disse. O mesmo sentimento foi compartilhado por Miguel Arcangelo, cadeirante e brincante do Bloco Beatos do Samba. “Desde os 13 anos eu brinco o Carnaval. Para mim, estar aqui é fácil, é alegria pura!”
A festa não apenas emocionou os brincantes, mas também impulsionou o comércio local. Maria de Jesus Pereira, vendedora no circuito, aprovou o retorno do evento. “As vendas estão boas e eu ainda consigo aproveitar um pouco das apresentações. Trabalho e diversão no mesmo lugar.”
Com três palcos espalhados pela Madre Deus – Beco do Gavião, São Jorge e Ponto de Fuga – o último dia de Carnaval foi marcado por apresentações de mais de 40 artistas locais, blocos tradicionais, grupos de samba e pagode e outras agremiações carnavalescas.
"A gente se sente muito, muito lisonjeado de fazer parte desse Carnaval que, particularmente, está sendo um dos melhores que o Maranhão já viu. É um evento que mexe com o Brasil inteiro e estar aqui representando o samba, o pagode e a cultura do Maranhão é um orgulho enorme. Pode esperar que, no ano que vem, a festa vai ser ainda maior", afirmou Alê Pretinho, vocalista da Black Resenha.
A cantora Kézia Raquel, que dessa vez estava na plateia, comentou sobre a grandiosidade do Carnaval 2025. “Esse Carnaval foi simplesmente o melhor. Existe Salvador, mas existe Ilha do Amor! Estamos no topo”, disse, empolgada.
Tribos de índios, blocos organizados e blocos afro desfilaram, colorindo o circuito com fantasias, ritmos e histórias. O Bloco Afro Aiyê Amadê, da Macaúba, por exemplo, trouxe como tema para 2025 a homenagem ao ativista Magno Cruz, símbolo da luta do movimento negro no Maranhão.
Com mais de 90 atrações e milhares de foliões ao longo dos dias de festa, o Vem pra Madre realizou um reencontro emocionante entre tradição e inovação. Famílias inteiras saíram às ruas. O circuito fez parte da programação oficial do Governo do Estado que contemplou também o circuito Vem pro Mar, na Avenida Litorânea, e, nas prévias, o circuito Vem pro Centro.
A despedida foi marcada por emoção, promessas de reencontros e o desejo unânime: que o Vem Pra Madre continue mais forte a cada ano. A contadora Neidilene Furtado retornou ao Carnaval da Madre Deus após 16 anos e se emocionou ao reviver memórias.
"Isso aqui é a Madre Deus! As bandas estão cantando as nossas músicas, como Bicho Terra e Máquina de Descascar Alho. Além da diversão, a gente está recuperando lembranças e criando novas nas nossas crianças. Tudo muito seguro, bem organizado. Foi maravilhoso voltar e sentir essa energia de novo", comemorou ao lado da irmã e sobrinhos.
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