
Um faro apurado e uma missão dada, assim inicia mais um trabalho realizado pelo cão policial da Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) Shiryu, que completa neste sábado (18), seis anos de vida. De raça belga de malinois, o cão Shiryu, que chegou ao canil da PCCE quando tinha um ano, foi treinado e hoje a sua especialidade é a detecção de substâncias de entorpecentes. Atualmente, o cão policial atua na Delegacia de Narcótico (Denarc) e trabalha auxiliando nas buscas de drogas em operações e ações policiais.

O núcleo de operações com cães é um policiamento especializado no combate ao tráfico de drogas. O Shiryu opera não somente na Capital, ele chega a ser deslocado para ações que ocorrem, também, na Região Metropolitana de Fortaleza e nos interiores do Ceará, dependendo da necessidade da ação que necessite da presença de um cão farejador. Além disso, o Shiryu trabalha em ações de apoio não somente para a Denarc, unidade especializada da PCCE. Ele realiza os trabalhos de apoio para outras delegacias da PCCE, bem como já chegou a atuar em apoio para equipes da Polícia Militar do Ceará (PMCE) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Em uma de suas ações, o Shiryu detectou que dentro de um caminhão havia entorpecentes. Na ocasião, mais 200 kg de drogas foram apreendidas. A ofensiva policial iniciou logo que a PCCE, com apoio da Coordenadoria de Inteligência (Coin) da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), e da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz-CE), recebeu informações que o veículo estava sendo usado para o tráfico de drogas. O caso foi registrado em agosto de 2022, em Itaitinga – Área Integrada de Segurança 25 (AIS 25) do Estado.
O canil da PCCE fica localizado na Denarc. Capacitado com cursos e expertise na área, o inspetor da PCCE Danny Nixon fica responsável pelos treinamentos dos cães, que são instruídos a aprender a realizar a detecção de entorpecentes e a busca de restos mortais. Já o inspetor Victor Torres, que também é veterinário, cuida do quadro clínico dos cães.

“Os cães são treinados para realizar buscas em ônibus, rodoviárias, carros particulares, em carros apreendidos com suspeitos de tráfico de drogas, casas, terrenos baldios, e até entorpecentes que estão enterrados”, explica o inspetor Nixon. “O Shiryu já é um cão adestrado, então o treinamento dele é só um reforço do que ele já sabe realizar”, conta.
Capaz de detectar até 12 tipos de substâncias entorpecentes, o treino do Shiryu iniciou por meio do uso de uma bolinha, que é um dos objetos que os cães mais gostam. Após aprender a brincar com a bolinha, o odor é introduzido na brincadeira. Portanto, quando ele encontra as drogas, na verdade, ele está procurando a bolinha.

Vale destacar que o animal não tem contato direto com o entorpecente, ele apenas capta o odor da substância, derrubando o mito de que o cão é viciado. Seja em treinamento ou em uma ação policial, os policiais não deixam que o cão tenha contato direto com o material ilícito.
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