
Estar preparado para respostas rápidas e eficazes em uma próxima pandemia, epidemia ou surtos, com vistas a salvar mais vidas é um dos principais objetivos do I Seminário Estadual de Emergências em Saúde Pública, promovido pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), em parceria com o Ministério da Saúde (MS). O evento acontece nesta quinta-feira (24) e na sexta-feira (25), no Auditório do Palácio Henrique de La Rocque.
Na abertura do I Seminário, o secretário de Estado da Saúde, Tiago Fernandes, pontuou como a efetivação do trabalho em parceria dos três entes federativos (União, estado e municípios) pode impactar de forma substancial na prestação dos serviços de saúde.
“Esse é um momento único e de unidade, para caminharmos juntos, de mãos dadas para implantar uma política de saúde pública. Ao voltar as nossas atenções e nossos olhares após a pandemia para a Atenção Primária em Saúde (APS) e a vigilância em saúde dos municípios, nós estaremos nos preparando para evitar diversos problemas e também situações emergenciais em saúde pública”, disse.
A secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do MS, Ethel Leonor Maciel elogiou as iniciativas da Secretaria referente à temática.
“Estamos ansiosos para trabalhar de forma mais integrada e para fortalecer as ações que já estão sendo feitas no Maranhão. Um trabalho que nós reconhecemos no MS. Com esse Seminário, iniciamos uma caminhada para um longo, profícuo e proveitoso plano de trabalho para várias ações de vigilância em saúde. Esse é o primeiro passo para que o estado possa ser uma referência regional”, disse.
O termo ‘emergência em saúde pública’ tornou-se popular em função da pandemia do Covid-19 - quando a Organização Mundial de Saúde (OMS) decretou a pandemia como Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional e o fim desse estado de emergência.
“Nós vimos a importância do fortalecimento da rede de emergência em saúde pública que tem como tríade: vigilância, alerta e resposta, durante a pandemia do Covid-19. Ter uma rede ampliada e conectada, juntamente com profissionais capacitados, proporciona uma resposta em tempo oportuno, para o paciente, o profissional e a vigilância em saúde pública”, destacou a secretária adjunta da Política de Atenção Primária e Vigilância em Saúde da SES, Deborah Campos.
A emergência em saúde pública se configura como uma situação que demanda o emprego urgente de medidas de prevenção, de controle e de contenção de riscos, de danos e de agravos à saúde pública em circunstâncias que podem ser epidemiológicas (surtos e epidemias), de desastres, ou de desassistência à população.
Nessa perspectiva, o Seminário trouxe para o centro do debate com os gestores, profissionais da saúde, representantes do Ministério da Saúde, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Agricultura e Meio Ambiente, temas referentes a hesitação vacinal: risco da reintrodução da poliomielite; a importância da vigilância de epizootias para o vírus da Febre do Nilo Ocidental; a atuação da saúde na preparação para o enfrentamento da Influenza Aviária, entre outros.
Participaram ainda do evento o coordenador Estadual de Vigilância Sanitária no Maranhão (Anvisa), Wildenildo Oliveira; o superintendente do MS no Maranhão, Glinoel Garreto; a presidente do Conselho de Secretários Municipais de Saúde (Cosems), Thaís Mesquita; a promotora de justiça Maria da Glória Mafra Silva; a superintendente de Epidemiologia e Controle de Doenças da SES, Mayrlan Avelar; o diretor do Instituto Oswaldo Cruz - Laboratório Central do Maranhão (IOC/Lacen-MA), Lídio Lima; o superintendente de Vigilância Sanitária, Ambiental e do Trabalhador da SES, Edmilson Diniz; e do superintendente de Atenção Primária da SES, Willian Ferreira.
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