
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, nesta terça-feira (30/6), a retirada da subvenção de R$ 0,35 por litro de diesel. A medida, que havia sido adotada como estratégia para conter a alta dos preços do combustível em decorrência dos conflitos envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, deixará de valer a partir desta quarta-feira (1).
A decisão de recuar no subsídio fundamenta-se na estabilização dos preços do petróleo no mercado internacional, impulsionada pelo início de diálogos para um acordo de paz entre os países envolvidos.
Segundo o ministro da Fazenda em exercício, Dario Durigan, os valores do barril de petróleo recuaram para patamares próximos aos registrados antes do agravamento da crise no Oriente Médio.
"A gente foi atento para colocar as medidas de pé para não ser sócio da guerra e mitigar preços. Também seremos atentos e teremos prontidão na retirada e na reversão das medidas", declarou o ministro em entrevista a jornalistas.
O auxílio de R$ 0,35 foi implementado em abril deste ano como parte de um pacote de ações do Ministério da Fazenda para conter a volatilidade dos combustíveis, que incluiu outros subsídios para o diesel e para a gasolina.
Com o fim do desconto de 35 centavos, a equipe econômica agora estuda a reformulação ou retirada das demais subvenções vigentes.
"Estamos tirando a subvenção de R$ 0,35 por litro do diesel a partir de amanhã e não vamos parar por aqui. Estamos em avaliação da outra subvenção do diesel, que é R$ 1,12, e, em especial, também da gasolina, de R$ 0,44", adiantou Durigan.
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