
A Polícia Federal cumpriu 20 mandados judiciais nesta terça-feira (30) após deflagrar a terceira fase da Operação Palma, responsável por investigar uma organização criminosa com atuação no Porto do Mucuripe, em Fortaleza, no Ceará. Segundo a ação policial, as apurações apontam que a organização teria sido responsável pela tentativa de repassar 435 kg de cocaína para o exterior no início deste ano.
Dos 20 mandados expedidos pela Justiça, três deles foram de prisão preventiva, cinco de prisão temporária e os outros 12 de busca e apreensão. Entre os envolvidos, foram apontadas como suspeitas três empresas com atuação em solo cearense, assim como 14 funcionários e prestadores de serviços vinculados ao Porto do Mucuripe.
Veículos de luxo, dez armas de fogo e valores em espécie já foram apreendidos ao longo da operação. Além disso, medidas de constrição patrimonial já determinaram bloqueios de contas bancárias com valores que ultrapassam R$ 30 milhões.
Conforme detalhes apurados pela investigação, um esquema coordenado pela suposta organização criminosa era direcionado ao "tráfico internacional de drogas, com indícios de utilização da estrutura portuária para viabilizar a exportação de entorpecentes e ocultar a origem ilícita dos recursos obtidos".
A Polícia Federal apontou, em nota oficial, que os investigados poderão responder pelos crimes de financiamento e integração de organização criminosa, tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro, furto, corrupção ativa e passiva e uso de documento falso. O órgão também informou que as investigações devem continuar em andamento.
Porto de Fortaleza possui certificação internacional de segurança
A Companhia Docas do Ceará (CDC), autoridade portuária responsável pela administração do Porto de Fortaleza, informou em comunicado que mantém atuação permanente e integrada com a Polícia Federal, a Receita Federal, a Marinha do Brasil e os demais órgãos responsáveis pela segurança e fiscalização da área portuária.
Sobre a terceira fase da Operação Palma, a Companhia acompanha os desdobramentos da investigação e "adota no âmbito de suas competências, todas as medidas administrativas cabíveis junto às empresas prestadoras de serviços citadas na investigação".
O Porto de Fortaleza possui certificação internacional em conformidade com o Código Internacional para Proteção de Navios e Instalações Portuárias (ISPS Code) e opera de acordo com seu Plano de Segurança Portuária, mantendo rigorosos protocolos de controle de acesso, monitoramento e atuação integrada com os órgãos de segurança pública.
A Companhia também vem ampliando os investimentos voltados ao fortalecimento da segurança do complexo portuário. Atualmente, está em execução a revitalização de todo o parque de iluminação, com investimento de R$ 7 milhões para substituição de luminárias e automação do sistema. Em paralelo, está em andamento a modernização do sistema de videomonitoramento, que ampliará a cobertura e a capacidade de vigilância das instalações portuárias.
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