
O ex-prefeito de Lajeado (RS) Marcelo Caumo foi preso na manhã desta quinta-feira (26), durante uma operação da PF (Polícia Federal) que investiga o suposto desvio de recursos públicos federais do FNAS (Fundo Nacional de Assistência Social) repassados ao município gaúcho após as enchentes de 2024. A tragédia foi considerada o maior desastre natural do estado, segundo a ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico).
Além de Caumo, outro investigado foi preso preventivamente, e duas pessoas acabaram afastadas dos respectivos cargos públicos. Eles devem responder por crimes como: desvio ou aplicação indevida de rendas ou verba pública; contratação direta ilegal; fraude em licitação ou em contrato; corrupção passiva; corrupção ativa; associação criminosa; e lavagem de dinheiro.
A Justiça Federal autorizou o cumprimento de 20 mandados de busca e apreensão, bem como de ordens de sequestro de veículos e bloqueio de ativos. A operação ocorreu nos seguintes municípios do Rio Grande do Sul: Lajeado, Muçum, Encantado, Garibaldi, Salvador do Sul, Fazenda Vilanova, Novo Hamburgo e Porto Alegre.
O R7 contatou a Prefeitura de Lajeado, e o órgão informou que colabora com as investigações.
“A Polícia Federal realizou diligências junto a setores do Executivo municipal, no âmbito da segunda fase da Operação Lamaçal. A ação integra investigação relacionada a contratos de prestação de serviços terceirizados firmados em períodos anteriores à atual gestão”, comunicou, por meio de nota.
A prefeitura acrescentou: “Desde o início da operação, a administração municipal tem colaborado com as investigações, prestado todas as informações e fornecido documentos solicitados, reafirmando o compromisso com a transparência, a legalidade e a responsabilidade na gestão dos recursos públicos”.
A reportagem também tenta contato com a defesa de Marcelo Caumo. O espaço fica aberto para eventuais manifestações.
Investigação
A primeira fase da Operação Lamaçal ocorreu em novembro último. A análise parcial do material apreendido à época corroborou para a hipótese de que houve direcionamento das licitações, segundo a PF.
As investigações também identificaram irregularidades em três contratos da Prefeitura de Lajeado, as quais envolveram empresas de um mesmo grupo econômico, contratadas para prestar serviços de assistência social.
Ainda segundo a corporação, há indícios de que os valores cobrados pelos serviços eram superiores aos preços de mercado, o que gerou suspeitas sobre a validade das propostas.
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