
A Secretaria da Agricultura Familiar do Piauí (SAF) intensifica, com a chegada do período chuvoso, a distribuição de sementes e mudas para fortalecer a produção da agricultura familiar em todo o estado. A ação beneficia mais de 70 mil agricultores.
São distribuídos 330 mil quilos de sementes de milho e feijão (sendo 80 mil quilos de sementes crioulas e 250 mil de sementes convencionais), além de 400 mil mudas de caju e 400 mil raquetes de palma forrageira. O investimento total é de R$ 9 milhões.

A secretária da Agricultura Familiar, Rejane Tavares, destaca que o cronograma considera a irregularidade das chuvas para garantir o plantio no momento adequado. “É fundamental estarmos atentos às condições climáticas, para que as sementes cumpram seu papel e realmente apoiem o agricultor no seu processo produtivo”, afirma.
Na comunidade Ave Verde, na região de Teresina, agricultores iniciam o plantio de milho, feijão e arroz. A associação local reúne 34 produtores que fornecem alimentos, inclusive para a merenda escolar.
A agricultora Maria de Jesus Alves ressalta a importância da entrega no período correto. “A alegria aqui para a gente está enorme, porque a gente recebeu essa semente, chegou no momento certo, período chuvoso, e a gente já está aqui plantando. Estamos finalizando os plantios e garantindo as entregas da merenda escolar com semente de qualidade”, relata.

Ela acrescenta que os primeiros resultados já aparecem na lavoura: “Já tem milho crescendo, feijão crescendo. Daqui a pouco a gente vem aqui para colher e celebrar essa produção”.
A distribuição tem início pela região Sul, onde as chuvas começam ainda no fim de dezembro, e segue para o semiárido e a região Norte, conforme o calendário climático.
Além das sementes e mudas de caju, a SAF distribui mudas de gliricídia e amplia a implantação de campos de palma forrageira, com acompanhamento técnico às comunidades selecionadas.
“O fortalecimento da base produtiva consiste em permitir aos agricultores familiares o acesso a políticas públicas que possam melhorar seu processo produtivo. Isso inclui máquinas e equipamentos, sementes e mudas de qualidade, assessoria técnica, kits de irrigação, tecnologia e insumos adequados para que eles possam produzir mais e melhor”, afirma a secretária.

A palma forrageira atende associações e cooperativas que atuam na criação de ovinos e caprinos. A Cooperativa dos Produtores Rurais da Chapada Vale do Rio Itaim (Coovita) recebe 100 mil raquetes para os produtores vinculados.
A presidente da cooperativa, Suzana Coelho, destaca a importância da iniciativa. “É uma forma de dar um suporte na parte alimentar dos animais. Sem os animais bem alimentados e bem acabados, a gente não consegue fazer a comercialização. Como estamos no semiárido, é importante ofertar alimentos alternativos. A palma forrageira ajuda a suplementar a ração e a reduzir os custos”, afirma.
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