
Cabeceiras do Piauí vive um dilema que tem tirado o sono de seus moradores. A cidade, que já teve uma lei proibindo a criação de animais dentro do perímetro urbano, hoje convive com chiqueiros de porcos, galinheiros e até bodes instalados nos quintais das casas. A ausência de fiscalização e de regras claras tem gerado desconforto social e preocupação com a saúde pública.
Antônio Alcântara, em participação no Jornal Verdes Campos 1ª edição desta segunda-feira (16), relatou a insatisfação da população. Segundo ele, a antiga legislação que proibia a criação de animais foi abandonada, e agora qualquer morador pode manter porcos ou galinhas em seu terreno. “É abrir a porta de manhã e sentir o cheiro de chiqueiro invadindo a casa”, lamentou.
Além do incômodo, Alcântara destacou que a situação tem provocado conflitos entre vizinhos e riscos sanitários. Animais soltos invadem quintais, espalham sujeira e podem contribuir para a proliferação de doenças. “A prefeitura fechou os olhos para essa questão”, afirmou, cobrando uma postura mais firme do poder público.
O debate reacende a discussão sobre identidade cultural e qualidade de vida em Cabeceiras. Para muitos, a antiga proibição representava um marco de organização urbana e respeito à convivência coletiva. Agora, com a liberação, cresce o sentimento de perda e a necessidade de repensar políticas que conciliem tradição e bem-estar da comunidade.
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