
Um policial militar foi preso em flagrante na madrugada desta segunda-feira (2), no município de Parambu, interior do Ceará. O soldado Juciclebson Ítalo Souza do Nascimento, de 35 anos, é suspeito de roubar uma bicicleta e de tentar matar um casal a tiros. Ele nega as acusações.
Segundo relato de uma das vítimas à Polícia, os disparos teriam ocorrido após o policial se irritar com a recusa em emprestar uma motocicleta. A Polícia Militar do Ceará (PMCE) informou que uma equipe do 13º Batalhão atendeu a ocorrência envolvendo o agente, que teria abandonado o posto de serviço, à paisana, e praticado uma tentativa de homicídio.
Ainda conforme a PM, durante as buscas, os policiais receberam a informação de que duas pessoas haviam sido baleadas. O soldado foi localizado, teve a arma apreendida e foi conduzido à Delegacia da Polícia Civil de Parambu, onde foi autuado por tentativa de homicídio. Em seguida, também foi autuado por abandono de posto.
Em nota, a Polícia Militar afirmou que não compactua com desvios de conduta, acompanha o caso com rigor e reforça o compromisso com a legalidade e a responsabilização de atos fora da lei.
Testemunhas relataram que, no dia anterior ao crime, o soldado foi visto retirando câmeras de segurança de duas casas próximas à residência das vítimas. Elas também afirmaram que ele arrombou a porta do imóvel, invadiu a casa e efetuou vários disparos.
A mulher foi atingida por quatro tiros — no abdômen, nos dois joelhos e na coxa — e foi levada para o Hospital de Tauá. O homem foi baleado duas vezes, na coxa e no antebraço direito, e permanece internado em um hospital de Parambu, aguardando transferência para Tauá.
No local do crime, a polícia encontrou marcas de tiros em paredes e móveis, manchas de sangue e quatro projéteis de pistola calibre .40.
O soldado foi reconhecido por uma terceira vítima, que afirmou ter tido a bicicleta roubada por ele e apontou o agente aos policiais. A equipe também foi até o local de trabalho do militar para recolher a arma. Segundo a PM, Ítalo disse não saber de nada e entregou a pistola.
Na delegacia, o soldado voltou a negar os crimes, mas apresentou contradições em seus depoimentos, de acordo com documentos obtidos pela reportagem.
A Polícia Civil solicitou a conversão da prisão em flagrante para preventiva, alegando risco à ordem pública e à investigação. O policial deve passar por audiência de custódia ainda nesta terça-feira (2). Até o fechamento desta matéria, não havia decisão da Justiça sobre a manutenção da prisão.
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