
O Centro Histórico de São Luís foi tomado pela força da tradição durante mais um fim de semana de pré-Carnaval do circuito Vem Pro Centro. No sábado (24), a programação simultânea promovida pelo Governo do Maranhão, por meio da Secretaria de Estado da Cultura (Secma), ocorreu em três palcos da Praia Grande. O circuito reuniu blocos tradicionais, manifestações de matriz africana, reggae, samba e tambor de crioula no coração cultural da capital maranhense.
A proposta de ativar diferentes pontos permitiu ao público circular entre manifestações culturais diversas, transformando ruas, praças e casarões em um grande espetáculo ao ar livre. Em um espaço reconhecido como Patrimônio Cultural da Humanidade, a festa revelou a identidade do Carnaval maranhense a partir das raízes da diversidade.
Para quem participou, o simbolismo do lugar fez diferença. “Primeiro, que aqui é a origem de tudo. O que eu vejo é o povo ludovicense valorizando o seu Centro Histórico. As crianças, os jovens observam que pessoas idosas ainda curtem um belo Carnaval. Isso é inspirador para que, no futuro, mantenham tudo isso. A tradição é fantástica, é maravilhosa”, afirmou a professora Marta Lopes.
A descentralização da programação agradou ao público que escolheu entre diferentes ritmos ao longo da tarde e da noite. “Eu amei essa iniciativa, porque se descentralizou, nós temos mais opções. E aqui é o berço da nossa cultura também, porque aqui foi o início de tudo. Aqui, nós temos os casarões, a história da nossa cidade está aqui”, destacou a professora Lourdes Vieira.
No Palco Waldecy Vale, na Praça Nauro Machado, o público acompanhou apresentações de tambor de crioula, blocos tradicionais e blocos afros. Já a Praça do Reggae concentrou DJs, bandas e grupos de dança, valorizando um dos gêneros musicais mais representativos da identidade cultural do estado. No Beco Catarina Mina, o Palco Fuzileiros da Fuzarca reuniu blocos organizados e bandas de samba, atraindo foliões de diferentes gerações.
Professor e morador do Centro Histórico, Allan Coelho ressaltou a emoção que estava revivendo. “Eu nasci aqui no Centro, me criei aqui no Centro, então eu tenho uma relação de afetividade. Estar na rua é uma valorização da nossa cultura maranhense e também ter orgulho desse nosso Carnaval, que é bem singular. O samba daqui é diferente, os Fuzileiros da Fuzarca têm uma pegada mais lenta, genuinamente maranhense, o tambor de crioula é patrimônio imaterial e isso mostra a riqueza das manifestações que a gente tem no nosso estado”, afirmou.
Um esquema de segurança foi montado para garantir a alegria. Homens da Polícia Militar atuaram em toda a área de concentração de brincantes.
Geral Capital paulista tem 2º maior número de mortes no trânsito em 2025
Piauí Ouvidoria-Geral do Estado registra mais de 2,6 mil elogios em 2025
Governo Policlínica do Idoso promove oficina de artes com confecção de máscaras carnavalescas Mín. 25° Máx. 37°