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Ceará apresenta previsão de chuvas para o período de fevereiro a abril de 2026

42,04% do território cearense está em condição de seca grave, atingindo diretamente 95 municípios; este é o pior índice desde 2018 quando a proporção de área afetada por seca grave foi similar.

20/01/2026 às 10h28
Por: Amanda Lafayette Fonte: Funceme
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Foto: Reprodução/ Theyse Viana
Foto: Reprodução/ Theyse Viana

O prognóstico de chuvas para o trimestre de fevereiro a abril de 2026 será divulgado nesta quarta-feira (21) pelo Governo do Ceará, por meio do Sistema de Recursos Hídricos. A apresentação será conduzida pelo presidente da Funceme, Eduardo Sávio Martins, com a participação de secretários de Estado e gestores de órgãos vinculados. O objetivo é orientar a população e autoridades sobre a expectativa de precipitações e possibilitar um planejamento adequado diante do cenário climático.

A apresentação acontece dias depois da divulgação do novo mapa do Monitor de Secas que revela um cenário preocupante no estado. Segundo a atualização mais recente, 42,04% do território cearense está em condição de seca grave, atingindo diretamente 95 municípios. Trata-se do pior índice registrado desde dezembro de 2018, quando a proporção de área afetada por seca grave foi similar.

Especialistas destacam que o agravamento do quadro está diretamente ligado à escassez de chuvas no segundo semestre de 2025, período que tradicionalmente contribui para a recomposição hídrica das regiões cearenses. Os volumes de precipitação abaixo do esperado dificultaram a recuperação de reservatórios e lençóis freáticos, intensificando a vulnerabilidade hídrica no estado.

Os efeitos da seca já começam a ser sentidos em diversas áreas, segundo o Monitor de Secas. Entre os impactos estão perdas prováveis de culturas agrícolas e pastagens, escassez de água em comunidades rurais e urbanas, além de restrições no uso da água, especialmente em municípios mais vulneráveis. Esse cenário reforça a necessidade de medidas preventivas e ações emergenciais coordenadas pelo poder público.

O agravamento da seca reforça a importância de atenção contínua ao planejamento climático. O aumento da variabilidade do regime de chuvas e a maior frequência de eventos extremos no semiárido cearense exigem estratégias de mitigação e adaptação, incluindo uso racional da água, monitoramento agrícola e reforço em políticas de apoio às comunidades afetadas.

O Monitor de Secas é uma ferramenta essencial para o acompanhamento da estiagem no Brasil. Coordenado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), com apoio de parceiros estaduais, o monitor fornece dados mensais sobre intensidade e abrangência da seca. No Ceará, a Funceme é responsável pela análise local, oferecendo subsídios para decisões em agricultura, gestão hídrica e políticas públicas voltadas para regiões historicamente vulneráveis à variabilidade climática.

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