
O mercado global de fusões e aquisições (M&A) inicia 2026 sob o impacto de um ano histórico. Em entrevista à Bloomberg Línea, um porta-voz da J.P. Morgan destacou que o volume financeiro de transações em 2025 alcançou US$ 5,1 trilhões, representando um crescimento de 42% em relação ao ano anterior. Na América Latina, o avanço foi de 34%, com o Brasil liderando os movimentos, impulsionado pela consolidação setorial e pelo apetite de investidores estrangeiros.
Nesse cenário de retomada e amadurecimento do mercado, a Helping Hand, consultoria especializada em M&A, Valuation e preparação de empresas para venda, destaca que o novo ciclo de crescimento exige das empresas um nível de organização e profissionalização cada vez maior para capturar prêmios de valuation e reduzir riscos durante os processos de negociação.
Em entrevista, o porta-voz da J.P. Morgan aponta que 2025 consolidou os chamados "mega-deals". Apesar da leve queda de 4% no número total de transações, as operações acima de US$ 250 milhões cresceram 13%, enquanto as megatransações, superiores a US$ 10 bilhões, somaram US$ 1,5 trilhão ao longo do ano. Segundo o banco, empresas maiores e mais estruturadas garantiram prêmios de avaliação de até 41% superiores, além de menores custos de financiamento.
Para a Helping Hand, esses dados reforçam uma tendência já observada no mercado de pequenas e médias empresas: investidores não compram apenas faturamento, mas sim estrutura, previsibilidade e capacidade de crescimento sustentável.
"A alta do mercado de M&A deixa claro que quem se antecipa e se prepara vende melhor. A preparação não é um custo, é um ativo invisível que impacta diretamente o valuation e a atratividade da empresa", afirma Lucas Mendes, CEO da Helping Hand.
A consultoria atua na preparação de empresas para processos de venda e captação de investimentos a partir de cinco pilares estratégicos: finanças profissionalizadas, governança e gestão de riscos, tecnologia e dados, operações independentes do fundador e marketing com foco em geração previsível de receita.
Segundo Lucas Mendes, muitos empresários ainda buscam investidores ou compradores sem um diagnóstico estruturado do negócio, o que resulta em negociações assimétricas. "Sem finanças organizadas, governança clara e operações que não dependem do dono, o risco percebido aumenta e o comprador passa a definir o preço. Nosso trabalho é inverter essa lógica", explica.
O relatório do J.P. Morgan também projeta que 2026 será moldado por forças estruturais como a transição energética, a expansão da infraestrutura de inteligência artificial e o aumento de operações de fechamento de capital (take-private), que movimentaram US$ 381 bilhões em 2025. Esses movimentos devem ampliar a demanda por empresas bem posicionadas, com dados confiáveis, processos escaláveis e visão estratégica de longo prazo.
"Esse novo ciclo de M&A beneficia quem entende que preparar a empresa é um processo contínuo. Governança, tecnologia e dados deixaram de ser diferenciais e passaram a ser pré-requisitos", conclui o CEO da Helping Hand.
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