
O governador do Maranhão, Carlos Brandão, informou na manhã desta terça-feira (13), que o menino Anderson Kauan, que havia desaparecido em Bacabal junto com Ágatha Isabelle e Allan Michael, mas foi encontrado por carroceiros, não sofreu violência sexual, apontam exames.
Anderson Kauan, de 8 anos, foi encontrado no dia 7 de janeiro, em uma estrada a cerca de 100 metros do rio Mearim. A criança estava debilitada e sem roupas. Diante da situação, o menino passou por exames, os quais atestaram que ele não foi abusado sexualmente.
Os irmãos Ágata Isabelle, de 5 anos, e Allan Michael, de 4 anos, ainda não foram encontrados. As buscas já chegaram no 10 º dia.
Um dia antes de Anderson ser encontrado, um homem, que não teve a identidade divulgada pela polícia, foi detido durante as buscas pelas três crianças desaparecidas, por suspeita de tentativa de estupro. Segundo a Polícia Civil, ele é companheiro da avó de um dos meninos, mas a prisão não teve relação com o desaparecimento. Foram encontradas roupas sujas e três cruzes na casa do suspeito.
O homem foi detido em cumprimento a um mandado expedido após denúncia de tentativa de estupro contra uma adolescente de 16 anos, registrada no dia 1º de janeiro pela mãe da vítima. O homem negou qualquer envolvimento com o desaparecimento das crianças.
Já um dia depois de Anderson ser encontrado, um calção e uma sandália foram localizados em uma área de mato. Após investigação da Polícia Civil, constatou-se que as peças eram do menino.
Ainda segundo o governador, Anderson segue internado e em acompanhamento multiprofissional no Hospital Geral de Bacabal. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, ele está se recuperando bem.
Escuta especializada
Anderson tem Transtorno do Espectro Autista (TEA) e passou por um momento de trauma, ao ficar três dias perdido na mata. Diante da situação, ele será ouvido por profissionais especializados.
No domingo (11), quatro peritos do Instituto de Perícias para Crianças e Adolescentes (IPCA) chegaram em Bacabal para acompanhar o caso. A equipe multidisciplinar inclui psicólogo e assistente social, que estão realizando perícias psicológica e social, ouvindo os parentes das crianças.
A equipe do IPCA também conduzirá, com técnica e sensibilidade, a escuta especializada da criança, seguindo a determinação da promotora de Justiça da Infância e Juventude, Michele Dias, com base na Lei da Escuta Protegida (Lei nº 13.431/2017).
A expectativa das autoridades é de que a escuta possa ajudar a esclarecer o caso e trazer pistas sobre o paradeiro dos dois irmãos desaparecidos.
“Tem que entender que foi uma criança que passou por um trauma, é uma criança que foi encontrada desorientada, fragilizada. É uma criança muito pequena, ele é uma criança atípica, então o que foi conversado sobre o momento do Kauan ser ouvido, sobre a forma dele ser ouvido, é que sejam adotados os protocolos estabelecidos na Lei da Escuta Protegida”, explicou promotora Michele Dias.
Buscas por irmãos desaparecidos continuam
Equipes seguem as buscas por crianças desaparecidas no interior do Maranhão
Desaparecidos há dez dias, os irmãos Ágatha Isabelle, de 5 anos, e Allan Michael, de 4, estão sendo procurados por uma força-tarefa que reúne equipes de resgate do Maranhão e do Exército. As crianças desapareceram na tarde de domingo, 4 de janeiro, após saírem para brincar em uma área de mata na região do Quilombo de São Sebastião dos Pretos, na zona rural de Bacabal (MA).
Três dias após o desaparecimento, uma das crianças que também estava desaparecida foi encontrada por produtores rurais na zona rural do município. O menino de 8 anos estava desorientado e, desde então, encontra-se internado no Hospital Geral de Bacabal, onde recebe acompanhamento médico e psicológico.
Com o passar dos dias, a angústia da família aumenta e mais de 600 pessoas estão envolvidas nas buscas. Apesar de ainda não haver pistas sobre o paradeiro de Ágatha e Allan, as equipes seguem com os trabalhos de resgate 24 horas por dia.
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