
As buscas pelos irmãos Ágatha Isabelly (6) e Allan Michael (4), desaparecidos em Bacabal, no sudoeste do Maranhão, completam 50 dias nesta terça-feira (24). Desde o desaparecimento em 4 de janeiro de 2026, o caso continua sem respostas definitivas sobre o paradeiro das crianças. A investigação da Polícia Civil do Maranhão permanece sem suspeitos ou pistas claras.
A Secretaria de Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA) informa que o inquérito policial ainda não foi concluído e que a investigação segue com uma comissão especialmente formada para apurar o caso. Até o momento, não é possível apontar as circunstâncias, responsabilidades ou conclusões definitivas sobre o desaparecimento.
Dia do desaparecimento
Ágatha Isabelly, de 6 anos, Allan Michael, de 4, e o primo Anderson Kauan, de 8 anos, desapareceram no dia 4 de janeiro, após saírem de casa para brincar no Quilombo de São Sebastião dos Pretos, em Bacabal (MA). Três dias depois, no dia 7 de janeiro, Anderson Kauan foi encontrado por carroceiros em uma estrada do povoado Santa Rosa. As duas crianças menores seguem desaparecidas, e o caso continua sendo investigado.
Buscas Intensas
Desde o início do desaparecimento, uma força-tarefa percorreu mais de 200 quilômetros em buscas por terra e água, com o apoio de equipes de segurança pública, voluntários e familiares. Foram usados diversos métodos, como drones, cães farejadores e mergulhadores, mas as tentativas de localização, incluindo a busca em trilhas, matas fechadas e rios, não tiveram sucesso.
A Marinha informou que foram realizadas buscas ao longo de 19 quilômetros do rio Mearim, sendo que cinco quilômetros foram vasculhados minuciosamente.
No dia 23 de janeiro, as buscas entraram em uma nova etapa, com redução das ações na mata e foco na investigação policial. A mudança ocorreu após as equipes concluírem a varredura completa das áreas inicialmente mapeadas.
Situação atual
No 50º dia de buscas, as equipes continuam a vasculhar áreas de mata fechada, o rio Mearim e lagos próximos. Com uma equipe reduzida, o trabalho conta com o apoio de cães farejadores, que ajudam a revisar pontos já investigados, na tentativa de encontrar novas pistas.
As autoridades ainda não definiram uma linha conclusiva para o que ocorreu com as crianças, mas as investigações seguem em sigilo, com esperanças de que novos dados possam surgir.
O que diz a investigação
Em entrevista ao g1, o delegado-geral adjunto operacional da Polícia Civil, Ederson Martins, integrante da força-tarefa que atua no caso, afirmou que a investigação segue em andamento e que ainda não há conclusão.
Uma comissão especial criada pela Polícia Civil, formada por dois delegados de São Luís, e uma delegada de Bacabal, conduz o inquérito, que já ultrapassa 200 páginas.
Diversas diligências foram realizadas ao longo desse período, incluindo reconstruções e análises técnicas.
A Polícia Civil está reunindo relatórios de todas as forças que atuaram nas buscas. Segundo o delegado, o Corpo de Bombeiros, a Marinha e o Exército também repassou à Polícia Civil toda a documentação referente às buscas.
Questionado sobre a possibilidade de divulgar novos detalhes sobre as investigações, Ederson Martins afirmou que, por enquanto, apenas as informações já divulgadas podem ser confirmadas.
Primo participou das buscas
O menino de 8 anos, primo das crianças e que ficou desaparecido por cerca de três dias na mata, recebeu autorização judicial para participar das buscas e contou como o grupo se perdeu.
As informações dadas por ele ajudaram a reconstruir o trajeto. Segundo o menino, eles saíram para buscar maracujá perto da casa do pai dele e, para não serem vistos por um tio, decidiu entrar por outro caminho da mata.
De acordo com relato dele, a intenção inicial era seguir até um “pé de maracujá”, que ficava próximo à casa do pai dele. Para não serem vistos por um tio, o menino decidiu entrar por outro lado da mata, tentando dar a volta por dentro do matagal. A partir daí o grupo teria se perdido.
O menino afirmou que em nenhum momento eles foram acompanhados por um adulto na trilha e que não encontraram frutas que pudessem comer.
'Casa caída' e a separação
Uma das pistas mais importantes dadas pelo primo, Anderson Kauã, à equipe foi a existência de uma casa abandonada no trajeto. Ele descreveu o local como “uma casa caída”, com uma cadeira velha, botas velhas e um colchão velho.
Segundo o menino, a estrutura estava tão destruída que não dava para permanecer dentro. As investigações e o rastreio dos cães confirmam a informação do menino.
"Os cães farejadores sentiram o cheiro dessas três crianças, inclusive da forma como o próprio Kauã descreveu", afirma Mauricio Martins, secretário de Estado de Segurança/MA. Ele contou que ele e os primos chegaram a se abrigar ao pé de uma árvore próxima à casa. Ali teria acontecido a separação: Anderson Kauã seguiu por um lado da choupana, e as outras duas crianças, pelo outro.
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