
Na madrugada desta terça-feira (2), o presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, o senador Carlos Viana (Podemos), determinou a prisão de Jucimar Fonseca da Silva, ex-coordenador de Pagamentos e Benefícios do INSS, após depoimento de aproximadamente nove horas.
A decisão veio após supostas contradições no depoimento de Jucimar, que compareceu à CPMI mediante condução coercitiva.
"O senhor não foi convocado corretamente e por não ter dado as datas corretas que o promotor lhe perguntou sobre ACTs, o senhor está preso por calar a verdade. Determino à Secretaria-Geral e à Polícia que conduzam o Sr. Jucimar para que o flagrante seja lavrado", disse Viana.
Após a ordem de prisão, a oitiva foi encerrada de imediato e a Polícia Legislativa foi acionada para lavrar o flagrante nas dependências do Senado.
Localizado em Manaus
Na última segunda-feira (1), Carlos Viana afirmou que Jucimar teria apresentado atestados médicos, mas foi localizado pela Polícia Legislativa nas proximidades de Manaus. Após isso, o réu foi levado para depor ao colegiado.
"O servidor do INSS responsável por pagamentos apresentou dois atestados médicos e viajou para uma região próxima de Manaus, o que impediu sua presença na sessão. A Polícia do Legislativo, cumprindo ordem judicial, realizou uma operação emergencial durante a madrugada, localizou o servidor e o trouxe a Brasília por condução coercitiva, conforme previsto em lei", frisou Viana.
Acusações
Jucimar Fonseca da Silva é acusado pela CPMI do INSS de envolvimento em uma suposta participação em esquema de fraudes e irregularidades relacionadas a descontos em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS.
Ele foi i nvestigado por autorizar o processamento de diversos descontos, mesmo com pareceres contrários do Ministério Público, além de assinar uma nota técnica que liberou o desbloqueio em lote de descontos associados a entidades suspeitas de estarem envolvidas em esquema de fraudes.
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