
O Censo da Educação Superior 2024 cravou um marco que muda a história do ensino superior: o Brasil ultrapassou 10 milhões de matrículas e, pela primeira vez, a educação a distância superou o ensino presencial, respondendo por mais da metade das vagas. A princípio, há muito a celebrar. O Ensino a Distância (EaD) expandiu a fronteira de acesso, alcançou o interior, acomodou a rotina de quem trabalha e reduziu custos indiretos que sempre afastaram os mais vulneráveis.
O País, enfim, encontrou um vetor de escala, por isso, precisa se olhar com cuidado a mudança recente na legislação do EaD e entender como ela afetará esse crescimento, uma vez que os números históricos pedem leitura responsável. Ainda temos pouco mais de um quinto dos jovens de 18 a 24 anos na universidade. Isto significa que ampliamos o funil, mas não o tornamos destino natural de nossa juventude. E quando a porta de entrada se abre tão rapidamente ela não pode ser fechada, mas, precisamos mudar a exigência sobre qualidade, permanência e empregabilidade na mesma proporção.
Essa virada foi impulsionada, sobretudo, pela rede privada, que concentrou a oferta e manteve investimentos mesmo em ciclos econômicos desafiadores. Paradoxalmente, o recuo do financiamento estudantil nos últimos anos —especialmente no FIES — estreitou o caminho para os estudantes de menor renda no ensino presencial, quando o EaD deveria oferecer capacidade para acolher os que ainda não tinham acesso, ampliando ainda mais a oferta.
O resultado é um descompasso: um sistema que poderia crescer mais em volume, ficou com alcance social efetivo limitado sem instrumentos financeiros previsíveis, modernos e focalizados. A experiência internacional nos mostra que países que combinaram crédito estudantil com pagamento contingente à renda e bolsas de permanência reduziram inadimplência, protegeram os egressos em momentos de desemprego e sustentaram a expansão com mais equidade. O Brasil precisa, portanto, realinhar o seu desenho: menos picos e vales de concessão, mais estabilidade e aderência à trajetória de renda do egresso, sobretudo nos primeiros anos de carreira.
Do lado do financiamento, a transição segura para a economia da Inteligência Artificial, que já estamos ultrapassando, pede um pacto pragmático. Um FIES redesenhado com pagamento contingente à renda, acoplado a bolsas de permanência e a metas de conclusão e inserção profissional, atuaria como seguro de transformação: o estudante entra, aprende competências relevantes e começa a pagar quando pode, sem sufocar os primeiros anos de carreira.
Para as instituições, previsibilidade e métricas de desempenho (retenção, proficiência, projetos concluídos, empregabilidade e evolução salarial) devem orientar a regulação e a expansão. Para o poder público, cada real investido precisa se converter em ganho de produtividade nacional. Para isso, não basta abrir vagas, é preciso medir resultados de aprendizagem e de trabalho.
Um financiamento estudantil moderno é o amortecedor que garante que ninguém fique para trás na travessia tecnológica. Se formos capazes de alinhar esses vetores—escala, qualidade e proteção social—os 10 milhões de hoje não serão uma estatística passageira, mas a base de uma década de produtividade, renda e oportunidades distribuídas.
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